Beto insiste em atacar adversários
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O eleitor pode esperar um horário eleitoral cada vez mais picante a partir de agora. Pelo menos no que depender do candidato do governo à sucessão, Beto Richa (PSDB). Apesar de o pai de Beto, o ex-governador José Richa, ter desaprovado o novo tom, mais ácido, adotado somente nos últimos programas, a coordenação da campanha diz que não vai recuar. A decisão é manter as críticas aos adversários.
Com essa estratégia, os marqueteiros de Beto tentam elevar o desempenho do candidato nas pesquisas de intenção de voto, que por enquanto não passou dos 9%, de acordo com o Ibope. Beto, o terceiro na pesquisa, está tecnicamente empatado com o petista Padre Roque Zimmermann, com 8%.
Beto tem concentrado os ataques nos primeiros colocados: o líder na pesquisa, Alvaro Dias (PDT), e o segundo colocado, Roberto Requião (PMDB). Contra Alvaro, o programa de Beto mostra calcinhas, que estavam sendo distribuídas pelo cantor Wando, nos comícios do pedetista.
Ontem, o horário reservado aos candidatos a deputado estadual na chapa do tucano foi utilizado para acusar Alvaro de ''abandonar'' o presidenciável Ciro Gomes (PPS), depois que ele começou a cair nas pesquisas.
Já Requião é criticado por ter importado gado quando foi governador (1990-1994). Um locutor diz, no horário do PSDB, que o peemedebista ''quase acabou com os rebanhos do Paraná''. O locutor diz ainda que o gado importado teria transmitido doenças aos animais do Estado. Em seguida, aparece o próprio Beto dizendo que ''a riqueza do Paraná está no campo''.


