Curitiba – Em meio à crise que enfrenta com o funcionalismo, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), decidiu demitir Ubirajara Ayres Gasparin do cargo de procurador-geral do Estado. A exoneração, quinta no primeiro escalão do segundo mandato do tucano, foi confirmada por meio de um decreto, publicado na edição de ontem do Diário Oficial. De acordo com a assessoria de imprensa da PGE, trata-se de uma "decisão interna" do Executivo. O substituto ainda não foi anunciado. Também conforme o órgão, o atual diretor-geral da pasta, Paulo Rosso, assumiu a função de forma interina.
Desde a sua posse, no dia 1º de janeiro de 2015, Beto já trocou três outros secretários. Fernando Xavier Ferreira (Educação) e Fernando Francischini (Segurança) não resistiram às críticas proferidas após a repressão da Polícia Militar (PM) aos manifestantes no dia 29 de abril, no Centro Cívico, em Curitiba. Na ocasião, mais de 200 pessoas ficaram feridas, ao protestar contra a aprovação da reforma na Paranaprevidência.
Deixaram a administração estadual, ainda, o então coordenador do escritório de Representação em Brasília, Amauri Escudero, que possuía status de secretário, e o comandante-geral da PM, César Vinícius Kogut. Isso sem contar a vice-governadora Cida Borghetti (Pros) que chegou a ser anunciada como substituta de Escudero e, em seguida, foi "desnomeada", sob a alegação de que a "função burocrática" não caberia à vice.
O procurador-geral é uma espécie de advogado do Estado, a quem compete, além da direção do órgão, a representação e a consultoria jurídica. Integrante da carreira desde 1986, Gasparin havia assumido a Procuradoria em março de 2014, no lugar de Marisa Zandonai. Nos últimos quatro anos, também passaram pela instituição Ivan Bonilha, hoje presidente do Tribunal de Contas (TC), Júlio César Zem e a ex-secretária da Fazenda Jozélia Nogueira.

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