Curitiba - O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), se esquivou ontem ao ser questionado pela imprensa se mantinha Verônica Durau como sua funcionária de gabinete na época em que era deputado estadual e se, de fato, ela trabalhava no local. Beto disse apenas que trata-se de ''armação'' de adversários políticos e que vai ''aguardar'' a sindicância instalada pela Assembléia Legislativa com o objetivo de apurar o caso. ''Mais uma vez eles tentam denegrir minha imagem'', afirmou ele, acrescentando que a disputa ao pleito de 2008, quando o tucano deve sair candidato à reeleição, já foi ''ativada''.
O próprio presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), já confirmou que Verônica, de 1996 a 2000, estava lotada no gabinete do então deputado estadual Beto Richa. Em entrevista à imprensa, no entanto, Verônica disse que nunca trabalhou na Casa. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) desde sábado. Verônica, que é sogra de Ezequias Moreira Rodrigues, atualmente chefe de gabinete do prefeito de Curitiba. O presidente Justus confirmou que Verônica, inclusive, chegou a pedir sua exoneração da Casa somente na última sexta-feira.
Alessandro Ravazzani, advogado do relações públicas Marcos Ravazzani, que assinou a denúncia levada ao MP, disse que, anteontem, também protocolou na Vara da Fazenda Pública em Curitiba uma ação popular na qual pede o ressarcimento aos cofres públicos dos salários que Verônica teria recebido da Assembléia durante os 11 anos.
Em relação ao seu chefe de gabinete, o prefeito da Capital disse que não pode ''pré-julgá-lo'', pois Ezequias está há mais de 20 anos trabalhando com a família Richa. Em 1996, Ezequias teria trabalhado no gabinete de Richa.
Ontem, o presidente da Assembléia informou que não concederá mais entrevistas sobre o assunto até o final da sindicância, que tem um prazo de 30 dias para concluir as investigações. ''Já temos algum resultado, mas não podemos falar.'' O primeiro-secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB), disse que a sindicância já realizou duas reuniões até agora e que a previsão é concluir o trabalho antes do prazo.
Justus e Curi integram a comissão da sindicância junto com o vice-presidente da Casa, Antônio Anibelli (PMDB), o procurador-geral, Airton Loyola, o diretor-geral, Abib Miguel, e o diretor-geral do departamento de recursos humanos, Claudio Marques da Silva.

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