Curitiba - Embora na última sexta-feira tenha completado somente um mês de campanha eleitoral - até as urnas, os candidatos têm mais dois meses pela frente -, já deu para o eleitor registrar propostas e promessas e perceber quais são as ''bandeiras'' dos dois principais concorrentes ao governo do Paraná, Beto Richa, que disputa pela aliança ''Novo Paraná'' (PSDB-DEM-PSB-PP-PPS-PTB-PMN-PHS-PTC-PSDC-PRP-PTN-PSL-PRB), e Osmar Dias, sustentado pela aliança ''A União faz um Novo Amanhã'' (PDT-PMDB-PT-PR-PSC-PCdoB-PTdoB). Com base nos discursos dos candidatos reproduzidos ao longo do mês pelas próprias coordenações de campanhas eleitorais, a Folha de Londrina fez um levantamento para descobrir quais propostas e promessas estão sendo mais repetidas pelos candidatos em suas caminhadas por municípios paranaenses.
O candidato do PDT tem reforçado duas propostas: implantar um projeto de combate às drogas por meio de uma parceria entre o Estado, o terceiro setor e as igrejas, com o objetivo de atuar na prevenção e no tratamento dos dependentes químicos; e adotar o ensino em tempo integral nas regiões mais carentes do Estado. No caso da segunda proposta, o candidato já antecipou uma meta: em dois anos, ele pretende adotar o ensino integral em 30% das escolas.
Osmar também anunciou metas para as políticas e programas estaduais que serão ampliados. Ele promete aumentar o número de famílias atendidas pelo ''Leite das Crianças'' de 160 mil para 220 mil e ampliar a faixa de empresas isentas do pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), atingindo aquelas que faturam até R$ 480 mil por ano, e não só as que faturam até R$ 360 mil por ano. A defesa das empresas públicas e o apoio à agricultura familiar e às cooperativas também estão entre os temas mais abordados pelo candidato.
Ao longo do primeiro mês de campanha eleitoral, o candidato do PSDB priorizou o discurso da ''eficiência e profissionalização'' na gestão das empresas públicas e também na administração do Executivo. Ele promete repetir estadualmente um modelo adotado quando cumpria mandato à frente da Prefeitura de Curitiba, que é de gestão por meio de contratos. Os secretários de Estado teriam metas com prazos para cumprimento delas.
A proposta de levar para o Estado o ''Mãe Paranaense'', inspirado num programa da área da saúde iniciado na Prefeitura de Curitiba, também tem sido citada com frequência nos discursos do tucano. Outros temas que acompanham o candidato tem relação com o que ele considera hoje crítico no Estado: a falta de pressão e organização política para levar reivindicações paranaenses à esfera nacional. Beto com frequência fala em ''exercer a liderança do cargo (de governador do Estado)'' e ''aglutinar forças''.
Outro discurso predominante, também voltado à desconstrução da gestão Requião (PMDB), é a defesa da propriedade. Beto afirma que vai cumprir mandados de reintegração de posse e que é contra a ''politização'' do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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