Líder nas pesquisas de intenção de votos, o candidato à reeleição para o governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), lidera a arrecadação entre os postulantes à cadeira do Palácio Iguaçu, enquanto a terceira colocada, Gleisi Hoffmann (PT), gastou quase o dobro do que recebeu até o momento. Os dados da segunda prestação de contas parcial foram disponibilizados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser acessado no endereço eletrônico do órgão.
Os dados da segunda prestação de contas precisavam ser entregues à Justiça Eleitoral até a última terça-feira. Embora todos os candidatos a governador tenham respeitado o prazo, há candidatos a deputado estadual e federal que não cumpriram o cronograma.
Até o momento, Beto foi quem mais arrecadou: o montante que entrou até o dia 31 de agosto no caixa de campanha soma quase R$ 4,3 milhões. Destes, a equipe do candidato declarou ter gasto pouco mais de R$ 3,5 milhões.
Gleisi, que está atrás de Requião nas pesquisas de intenção de votos, recebeu doações de quase R$ 3,5 milhões, mas investiu, de acordo com o sistema do TSE, R$ 6,3 milhões, quase o dobro do que entrou até o momento. A FOLHA tentou contato com a assessoria de imprensa da campanha da candidata para mais informações sobre os gastos, mas não teve retorno.
Já Requião declarou receita de cerca de R$ 1,5 milhão e gastos também acima, se aproximando de R$ 1,75 milhão.
Os investimentos de Gleisi e Beto em propaganda de campanha são visíveis no horário eleitoral gratuito de ambos, que apresentam programas bem roteirizados. Beto mostra tomadas de programas do governo em vários pontos do Estado e Gleisi, apesar de aparentemente focar as filmagens em Curitiba, já fez gravações pelo menos duas vezes com o ex-presidente Lula.
Os gastos são criticados por Requião em seu programa no horário político. Basicamente, o peemedebista apresenta uma atriz interpretando uma dona de casa que compara a administração do Estado com economia do lar e ele próprio falando diretamente para a câmera, em frente a um fundo branco.

Doadores
O principal doador da campanha de Beto ainda é a empresa Moinho Iguaçu Agroindustrial, que doou, em duas parcelas, nos dias 6 e 12 de agosto, R$ 1 milhão no total. Outras dez empresas também fizeram doações acima de R$ 100 mil, como a Klabin S/A, via diretório estadual (R$ 500 mil); TGA - Transporte Gralha Azul (R$ 300 mil); Londrina Bebidas, via diretório estadual (R$ 250 mil); Cattalini Terminais Marítimos (R$ 100 mil); e Condor Super Center (R$ 100 mil).
Entre pessoas físicas, o principal apoiador financeiro ainda é Luiz Pontes de Oliveira Filho, que deu à campanha do tucano, em três parcelas depositadas entre 4 e 5 de agosto, R$ 222 mil. Ele já tem ligações com Beto, pelo menos, desde a campanha passada.
No caso de Gleisi, cinco doadores concentram mais de R$ 3 milhões: Seara Alimentos e a construtora CR Almeida – da família do candidato ao Senado Federal Marcelo Almeida (PMDB) – doaram, cada uma R$ 950 mil; a Construtora Triunfo cedeu R$ 500 mil; CRBS, R$ 380 mil; e o grupo Safra Leasing, R$ 285 mil. Destas, apenas a Triunfo não repassou os recursos via Diretório Nacional do PT.
No caso de Requião, a Distribuidora de Pneus Vila Velha se firma como principal doadora. Foram três repasses de R$ 200 mil cada e um de R$ 130 mil desde o início da campanha. Outra empresa do ramo, a Distribuidora de Pneus Barra Funda doou R$ 250 mil para o peemedebista. A moveleira Gazin também apoia o candidato, com repasse de R$ 150 mil.

Nanicos
A situação é bem diferente com os representantes dos partidos pequenos. Os R$ 5 mil que entraram no caixa de Túlio Bandeira (PTC) saíram do seu próprio bolso. Bernardo Pilotto (Psol) teve seis doações de pessoas físicas e outras três saíram do próprio bolso (R$ 2.970). Ogier Buchi (PRP) também bancou R$ 500 dos R$ 9,8 mil declarados até o momento.

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