Curitiba - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que é candidato à reeleição, e sua vice na chapa, Cida Borghetti (Pros), foram condenados no último domingo ao pagamento de multa de aproximadamente R$ 15 mil cada. Para a Justiça Eleitoral, houve utilização do Twitter oficial do governo do Estado para veiculação de propagandas institucionais irregulares. O dinheiro deve ser destinado ao fundo partidário.
A decisão, do juiz auxiliar Lourival Pedro Chemim, atende parcialmente a um pedido da coligação "Paraná Olhando Pra Frente", da senadora Gleisi Hoffmann (PT). Das 17 mensagens veiculadas no microblog e apontadas pela petista, 11 foram entendidas pelo magistrado como ilícitas.
No despacho, ele rejeitou a argumentação dos advogados do tucano, que alegavam que a prática não traria prejuízos ao erário, por ser gratuita, e determinou a suspensão imediata das "condutas vedadas", sob pena de aplicação de multa diária de R$ 100 mil. Procurada pela FOLHA, a assessoria de imprensa do PSDB informou que o jurídico da sigla estava analisando o processo e que ainda não tinha um posicionamento a respeito.
Essa foi a segunda condenação de Beto desde o início da campanha. Ontem, a Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, por unanimidade, manter as multas de R$ 5 mil aplicadas no dia 13 ao PSDB e ao governador por propaganda antecipada durante a convenção partidária, em 30 de junho. Conforme o relator, Humberto Gonçalves Brito, a afixação de um outdoor com o número 45 chamava a atenção de outras pessoas que passavam pelo local, além dos próprios correligionários.
Na semana passada, o TRE também já tinha determinado a retirada de materiais informativos dos sites da Copel e da Sanepar que faziam referência ao candidato à reeleição.

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