Curitiba - O governador eleito Beto Richa (PSDB) foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), ontem, afirmando prever um início de governo com dificuldades. Beto colocou como principal desafio ''reestruturar o Estado que tem hoje muitas secretarias e uma estrutura deteriorada''. Ele participou da cerimônia de diplomação que contou ainda com o vice-governador eleito, Flávio Arns (PSDB), os dois senadores, 30 deputados federais e 54 deputados estaduais eleitos no Paraná.
Beto anunciou que o candidato a senador derrotado nas urnas, Gustavo Fruet (PSDB), fará parte de sua equipe de governo em uma secretaria especial, sem dizer qual será a pasta. ''Estamos conversando, vendo uma estrutura e uma secretaria mais adequada para que possa realmente o Gustavo apresentar um bom trabalho. Eu estou feliz por ele ter aceito o nosso convite.'' O futuro governador ainda comentou a possibilidade de pedir uma auditoria sobre as finanças do Estado logo que assumir. ''Para que não pairem mais dúvidas se os números apontados pela nossa equipe de transição correspondem com a verdade. Ainda há outras situações que nem acesso nós tivemos.''
O governador Orlando Pessuti (PMDB), que deixa o cargo em 14 dias, disse estar tranquilo em relação às declarações de Beto. ''Todo governante eleito - seja numa Prefeitura, no Estado ou no Governo Federal - faz os seus levantamentos definitivos quando assume. Não vejo nenhum problema na auditoria ou em levantamentos. Nós estamos tranquilos porque todos os compromissos que assumimos estamos procurando honrar.''
Pessuti comentou sobre o seu futuro na política, alegando que ''depende da Dilma (Rousseff) e do (Michel) Temer''. ''Eles que vão decidir se nos levam para lá ou se contam com o nosso trabalho aqui no Paraná mesmo. Conversas muito já tivemos, decisão ainda nenhuma.''
Os deputados estaduais reeleitos Alexandre Curi (PMDB) e Nelson Justus (PSDB), que tiveram os nomes envolvidos em uma série de denúncias recentes por serem da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, não compareceram à cerimônia.
O ministro Paulo Bernardo, que deixa a pasta do Planejamento para assumir a das Comunicações, comentou o aumento dos salários dos parlamentares ao dizer que vai contra a política da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), que estaria mais voltada para a reposição da inflação.

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