Beto diz não temer investigação
Curitiba - O prefeito Beto Richa (PSDB) falou com a imprensa ontem pela primeira vez depois que as denúncias de irregularidades na campanha dele em 2008 vieram a público. Beto afirmou que não teme ser investigado. ''Pedi ao procurador que me investigue e me coloquei à disposição'', declarou. Ele esteve por menos de uma hora no gabinete do procurador regional eleitoral, Néviton Guedes e na saída do prédio conversou rapidamente com a imprensa.
Beto creditou as denúncias feitas contra ele a um grupo político que estaria: ''incomodado com o meu sucesso''. Segundo o prefeito todas suas contas de campanha foram aprovadas. ''Lanço um desafio aqui para que todos os candidatos apresentem suas contas. Duvido que exista uma prestação de contas mais completa'', disse. O prefeito afirmou que é o principal interessado na investigação dos fatos e que ''não tem nada a temer''.
Na manhã de ontem a Prefeitura de Curitiba confirmou a exoneração de mais três pessoas que apareceram no vídeo que mostra integrantes do Comitê Lealdade recebendo dinheiro supostamente em troca de apoio na eleição de 2008. Foram demitidos o ex-vereador Mestre Déa, que ocupava cargo de assessor técnico na Secretaria Municipal de Esportes, o gestor Luiz Carlos Pinto e o assessor Gilmar Luiz Fernandes.
Beto também determinou que outros dois funcionários de carreira da prefeitura perdessem suas funções gratificadas: Cristiane Fonseca Ribeiro e Nelson Bientinez Filho. Na semana passada já haviam sido exonerados Manassés de Oliveira, ex-secretário municipal de Assuntos Metropolitanos, Raul de Araújo e Alexandre Gardolinski, apontado como responsável pelas gravações realizadas no Comitê Lealdade. (R.C.F.)





