Curitiba - Um dos principais cabos eleitorais do senador Aécio Neves (PSDB), derrotado na disputa à Presidência da República para a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse ontem que tem esperança de aprimorar a relação entre o Estado e o governo federal. Em entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, ele enalteceu o pronunciamento da petista, no qual ela reforçou a necessidade de unir o Brasil, e defendeu que o confronto de ideias fique restrito à campanha.
"Passado esse momento, todos os que nos elegeram esperam o quê? Que possamos trabalhar para melhorar a vida da população, deixando de lado divergências político-partidárias e cada qual cumprindo com a sua obrigação". Beto voltou a falar na suposta discriminação que diz sofrer quanto à liberação de recursos por parte da União. "O tratamento que o Paraná recebeu do governo federal não era respeitoso. Era um tratamento indigno para um Estado que tanto contribui para a formação da economia nacional. Eu espero que essa situação mude".
O tucano também elogiou a participação do ex-governador de Minas Gerais no pleito. "Foi um candidato altivo, corajoso, determinado e muito preparado". De acordo com ele, Aécio passa a ser, agora, a maior referência de oposição do Brasil. "(Vamos) fazer a oposição que sempre fizemos no Congresso, uma oposição responsável e construtiva, pensando no bem do País e na defesa intransigente dos legítimos interesses dos brasileiros".
O governador considerou "normal", ainda, a propagação de boatos infundados acerca do envenenamento e até mesmo da morte do doleiro Alberto Youssef, por parte de seus aliados na Assembleia Legislativa (AL). "Ouvi comentários de que ele (Youssef) poderia ter sido envenenado, mas nada disso se confirmou. Evidente que o clima ficou muito tenso e todos foram em busca de uma informação".

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