Curitiba - A equipe de transição do governador eleito Beto Richa (PSDB) fixou o próximo dia 11 como prazo para a equipe que representa o atual governador Orlando Pessuti (PMDB) apresente dados relativos a 165 pontos sobre administração do Estado. A primeira reunião das equipes de transição ocorreu ontem, no Palácio das Araucárias.
Segundo o secretário de Planejamento de Curitiba, Carlos Homero Giacomini, que coordena a equipe de transição de Beto, os dados servirão para a elaboração de um diagnóstico do Estado. ''Nós já temos um diagnóstico prévio que está explícito no nosso plano de governo, mas o detalhamento disso faremos com o acesso a essas informações'', explicou. O diagnóstico deverá ser apresentado por Beto no próximo dia 15.
A equipe do governador eleito foi recebida ontem por Pessuti, que afirmou querer fazer com que ''o processo de transição seja o mais harmônico possível''. ''A turbulência é por conta da desinformação'', completou ao ser questionado sobre as possíveis desavenças entre as equipes de transição. Pessuti, no entanto, defendeu a criação da Defensoria Pública, um dos pontos de polêmica com Beto. ''Sou plenamente a favor de votar a Defensoria. A implantação prevista é escalonada e já está prevista no orçamento'', afirmou.
O futuro líder do governo de Beto, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a criação da Defensoria ''deve ser analisada com mais critério pelo novo governador''. Giacomini foi mais além. Disse que não só os valores previstos na proposta poderão ser revistos. ''A Defensoria já deveria ter sido criada há muito tempo. Mas mesmo que o projeto seja votado, a implantação ficará para o novo governador'', completou.
Segundo Giacomini, todas as propostas que implicam na criação de mais cargos deverão ser analisadas. ''Os dados que temos é que os gastos do governo com recursos humanos está muito próximo do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Então projetos que criam novas despesas terão que receber atenção especial'', explicou.
O secretário respondeu também às críticas da senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT) de que ''o governo federal não irá pagar as promessas de campanha do governador''. ''O que vemos é que as reivindicações estão contempladas, mas em montantes inferiores aos recursos necessários. As emendas devem complementar isso'', respondeu Giacomini.

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