Beto conversa com Serra; Alvaro desiste de 'incursões pessoais'
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Depois da reunião em Brasília com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, os dois pré-candidatos da legenda ao governo do Paraná seguiram rumos diferentes. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, foi para São Paulo conversar com o governador daquele Estado, José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência da República. A conversa ocorreu no final do dia de anteontem. Ontem pela manhã, Beto voltou a falar rapidamente com Serra, por telefone. Correligionários sustentam que a conversa foi ''boa'' e que as coisas ''caminham para um entendimento''.
Já o senador Alvaro Dias adotou outro plano. Ele disse ontem à Reportagem que ''incursões pessoais'' do tipo não estão na sua agenda e sugeriu que o cenário já é ''claro'' para a tomada de uma decisão por parte da cúpula do PSDB. Alvaro voltou a afirmar que não está ''desesperado'' para ser candidato, mas que seu nome é colocado em função de um projeto nacional: ''Minha candidatura não é um pleito pessoal. Estou engajado num processo nacional. Tenho uma visão do quadro eleitoral e faço questão de colocar minhas teses, mas não vou forçar, afrontar ninguém. Se não me quiserem, estou feliz da mesma forma''.
Alvaro sustenta que apenas está contribuindo para o partido. E que sua contribuição ''não é pouca'': ''A candidatura do Beto constrói a candidatura da oposição''. Alvaro voltou a afirmar que o senador Osmar Dias (PDT), também forte pré-candidato ao governo do Estado, desistiria da disputa se o irmão tucano fosse o nome escolhido. À imprensa, contudo, Osmar não deixa clara tal possibilidade. ''Ele não vai falar publicamente porque isso fragilizaria sua candidatura, mas em conversas reservadas ele já afirmou que me apoiaria e já afirmou isso também para o (Sérgio) Guerra''.
Se Beto for o candidato do PSDB, Osmar Dias poderia optar pela aliança com o PT e construir o palanque regional para a principal adversária de Serra, Dilma Rousseff (PT). ''Minha candidatura derruba um palanque'', reforçou Alvaro. Para ele, a candidatura de Beto seria uma ''ambição pessoal, de grupo'', mas que o partido pode tomar sua própria decisão e assumir as consequências.


