Curitiba O vice-prefeito de Curitiba Beto Richa, candidato ao governo do Estado pelo PSDB e terceiro melhor votado nas eleições, com 888.796 votos, condicionou ontem seu apoio no segundo turno do Estado ao quadro nacional. Beto disse que seria ''inevitável'' uma aliança com Alvaro Dias (PDT) ou Roberto Requião (PMDB) se um deles assumisse o palanque de José Serra (PSDB) no Paraná. ''Por enquanto apenas decidi que estou na campanha de Serra. O quadro nacional é mais importante para nós, por uma questão de lealdade e coerência'', declarou.
Tanto Requião quanto Alvaro já manifestaram apoio ao candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Requião, em tom mais incisivo. Alvaro, por tabela ao vincular o ex-governador Leonel Brizola, presidente nacional do PDT, à campanha petista. A postura assumida por Beto ontem resulta de uma conversa mantida entre ele e Serra, por telefone, na segunda-feira. Caso os dois candidatos paranaenses resolvam atrelar a candidatura deles a de Lula, a postura de Beto será de neutralidade. ''Não quero decidir isso sozinho, vou me reunir com as lideranças que fizeram parte da nossa aliança'', analisou.
Beto quer ouvir atentamente as opiniões de José Richa e Euclides Scalco, ambos do PSDB, além do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Ontem, Cassio disse que irá aguardar a orientação da executiva nacional do PFL, que tem uma reunião marcada para hoje em Brasília. Segundo o prefeito, a tendência do partido é continuar apoiando Serra e isso contribuiria para uma posição de neutralidade do PFL no Paraná.
Beto questiona a postura de apoio de Requião a Lula. ''Pela verticalização das alianças, ele estaria legalmente impedido de apoiar Lula. O PMDB e o PSDB estão juntos no quadro nacional.'' Procurado pela Folha, Requião informou que não muda seu apoio. Disse que o PMDB do Paraná quer Lula como presidente da República. ''Meu apoio a Lula já está fechado. Não tem chance de eu apoiar José Serra. Vou conversar com o Beto e vamos tentar o apoio dele, independente do quadro nacional. Não quero fazer qualquer análise antecipada'', disse Requião. A Folha não conseguiu contato com Alvaro.

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