Beto atribui ocupação a 'ato de baderneiros'
Curitiba Sem conceder entrevistas ou mesmo aparecer publicamente desde a eclosão da crise no funcionalismo público, há alguns dias, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), comentou as manifestações ocorridas na Assembleia Legislativa (AL) por meio de nota. Segundo ele, o que ocorreu ontem foi uma manifestação "absurda e violenta, que atenta contra a democracia, a liberdade de expressão e o estado de direito".
"Um grupo de baderneiros, infiltrado no movimento dos professores, impôs uma mordaça ao Poder Legislativo, impedindo temporariamente o seu funcionamento. É lamentável que a democracia, pela qual tanto lutamos, seja ameaçada por atos violentos como os que assistimos no dia de hoje", afirmou. De acordo com o tucano, não se pode aceitar "a intimidação, o constrangimento e as ameaças que foram dirigidas a servidores públicos e deputados estaduais". Ele disse ainda que "quem perde é o cidadão paranaense, que espera que o governo possa garantir serviços de melhor qualidade e obras de infraestrutura que ajudem o desenvolvimento econômico do Estado".
Líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) "afirmou que a decisão de colocar o "pacotaço" em votação ontem foi do presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB). Conforme o peemedebista, que considera as medidas necessárias, o melhor seria se reunir na próxima semana. A declaração, contudo, não pegou bem. "A responsabilidade de retirar ou não os projetos é da alçada do Poder Executivo. Aqui chegando, temos de dar o trâmite normal. Deputado Romanelli, com o devido o respeito, tem de também assumir a sua responsabilidade", rebateu Traiano. (M.F.R.)





