Curitiba - A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) informou ter protocolado ontem as informações solicitadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público do Paraná (MP-PR) na última terça-feira. A Urbs teve que explicar as providências adotadas quanto à decisão da 4 Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que suspendeu o nono aditivo contratual com a Consilux, responsável por 110 radares no município. A assessoria de imprensa do MP não confirmou se o documento foi protocolado.
O prefeito Beto Richa (PSDB) falou, ontem à tarde, pela primeira vez sobre a questão dos radares. ''Nós estamos atuando ainda na Justiça. Entendemos a importância dos radares no sentido de garantir a segurança no trânsito da cidade. Também estou avaliando se houve algum cochilo da Urbs ou da Diretran e porque houve a demora na licitação.'' A Urbs entrou com um embargo de declaração sobre a decisão da 4 Câmara e mantém os radares em funcionamento até o julgamento do recurso.
Beto comentou sobre a situação de Belo Horizonte, onde uma decisão do Superior Tribunal de Justiça impediu a empresa particular BHTrans de aplicar multas de trânsito. ''O prefeito de Belo Horizonte conseguiu num decreto de calamidade, na Justiça, reativar os radares, porque o trânsito estava um caos. E nós não queremos que essa situação se instale em Curitiba.''

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