Beto aponta 'mesquinhez' de Requião
Curitiba - Ex-governador do Estado e agora candidato ao Senado na chapa encabeçada por Osmar Dias (PDT), Roberto Requião (PMDB) se tornou alvo ontem de Beto Richa (PSDB). O tucano lembrou do episódio que, segundo ele, teria culminado com o corte de R$ 63 milhões em recursos para a prefeitura de Curitiba: ''Vocês conhecem o temperamento do governador (Requião). Eu tinha um bom relacionamento com ele sim. Mas, em 2006, também tive minha opção (Beto, então prefeito de Curitiba, declarou apoio a Osmar, no segundo turno da disputa com Requião) e ele de repente cortou todos os investimentos para Curitiba'', afirmou. ''Eu jamais vou agir dessa forma, com mesquinhez política.''
Ao ser questionado pela plateia sobre o volume majoritário de recursos federais nas obras de Curitiba, Beto confirmou a parceria, mas sugeriu que a iniciativa foi local: ''A revolução na habitação é com recursos da Caixa Econômica Federal, mas ninguém bateu na minha porta (para oferecer dinheiro)''. A área da saúde na gestão Requião também foi alvo do tucano. Beto sustenta que hospitais regionais foram inaugurados ''sem equipamentos'' e que não houve investimento adequado em saúde. Embora o tucano reconheça que ainda não tenha sido feita a regulamentação da emenda 29 pelo Congresso Nacional, ele critica a inclusão de despesas com saneamento e com o programa Leite das Crianças na fatia destinada à saúde. A inclusão permitiria ao Estado cumprir com a meta mínima obrigatória de investimento na saúde, que é 12% da receita corrente líquida, e se tornou uma das polêmicas da administração do PMDB.
Coube a Osmar sair em defesa do atual aliado do PMDB, ironizando os planos do adversário tucano, de levar o programa Mãe Curitibana a todo o Estado, caso eleito. Osmar afirma que, embora ''não tenham um nome bonito'', as clínicas da Mulher e da Criança já seriam realidade em 120 municípios paranaenses. ''Queremos ampliar para 300.'' (C.S.)





