Beto aponta 'desculpa esfarrapada' de universidades em não aderir ao Meta 4
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quinta-feira, 08 de junho de 2017
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), classificou de "desculpa esfarrapada" a negativa de reitores de três universidades do Paraná de aderirem ao Meta 4, sistema de gerenciamento de recursos humanos do Estado, em coletiva de imprensa em Londrina, pouco antes de participar do jantar em comemoração aos 80 anos da Acil (Associação Comercial e Industrial), nesta quinta-feira (8). O governo suspendeu por 90 dias a inclusão de cinco universidades no Meta 4 em compromisso firmado numa reunião com a comissão integrada por reitores de sete universidades estaduais do Paraná na última terça (6) em Curitiba.
"Hoje todos os órgãos do governo fazem parte dessa proposta de transparência e as universidades foram convidadas a participar desse modelo de gestão", destacou Beto. O governador disse estar surpreso com a reação contrária à adesão da UEL (Universidade Estadual de Londrina), UEM (Universidade Estadual de Maringá) e Unioeste. Os reitores das três instituições temem perda da autonomia na gestão dos recursos e questionam que o Meta 4 seria uma tentativa de controle político das universidades.
Em resposta aos reitores, o governador propõe, como alternativa, autonomia plena as três universidades e sugere responsabilizá-las pela gestão dos recursos. "Não podem ter autonomia para gastar, e não ter autonomia para gastar; não podem fazer contas e dar para o governo pagar."
O governador disse que irá aguardar o prazo de três meses para receber as propostas da autonomia das universidades.
SUPERSALÁRIOS
Richa também comentou sobre os supersalários de docentes das instituições que ultrapassam o limite estabelecido pela Constituição. Segundo o governador, hoje 80% dos gastos são destinados à folha de pagamento das universidades, por isso a proposta de autonomia precisa ser bem executada para que não sejam prejudicados obras de infraestrutura e investimento em pesquisas científicas.
Richa reforçou que a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e a Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná), sediada em Guarapuava, já encaminharam documento para aderir ao modelo de gestão. A Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) e a Unespar (Universidade Estadual do Paraná) já utilizam o sistema.
Em entrevista à FOLHA, a reitora da UEL, Berenice Jordão, já adiantou que irá convocar o Conselho Universitário para debater o assunto, mas não definiu uma data. O reitor da UEM, Mauro Baesso, também deve discutir sobre a proposta de autonomia plena proposta na última reunião no Palácio Iguaçu.
Na agenda do governador desta sexta-feira (9) estão outros dois compromissos no Norte do Paraná. Às 9 horas, ele participa de uma entrega de máquinas do Programa Pró-rural em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). À tarde, em Rolândia (também na RML), o Richa participa de uma cerimônia de reinauguração da Estrada dos Pioneiros, que liga a cidade ao município de Pitangueiras (RML). O investimento foi de R$ 3 milhões.
OURO VERDE
O governador deve retornar a Londrina na reinauguração do Teatro Ouro Verde no próximo dia 30 de junho. A data de abertura do local, antes prevista para o dia 9, foi adiada por falta de funcionários para assumir as 18 vagas . "Nós estamos realocando servidores que estavam em outras funções para poder trabalhar no teatro", garantiu. A contratação de pessoas por concurso público será uma medida feita somente em último caso. O Ouro Verde estava fechado desde fevereiro de 2012 quando um incêndio destruiu praticamente todo o teatro. A obra custou R$ 17 milhões.


