Curitiba - Quatro secretários de Estado serão substituídos no governo do Paraná semana que vem. A informação foi dada pelo próprio Beto Richa (PSDB), ontem, antes da cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal de Contas (TC), Artagão de Mattos Leão. Sabatinado pelos jornalistas na entrada do auditório em que ocorreria a cerimônia, Beto não adiantou os nomes, mas confirmou que o PMDB, por exemplo, terá um espaço maior no primeiro escalão do governo.
Nos bastidores da política, especula-se que o PMDB poderia ser levado para a Casa Civil ou para a presidência da Sanepar. A primeira vaga seria de um deputado estadual do partido, talvez o próprio Romanelli, que hoje ocupa a pasta do Trabalho. Outros membros da sigla discordam da manobra, coisa que estaria atrapalhando a negociação. Nesse vazio, até o atual líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), foi sondado para a vaga. O atual secretário, Luiz Eduardo Sebastiani, assumiria um posto indubitavelmente técnico, longe da articulação política do governo.
O ex-governador Orlando Pessuti poderia ser indicado para a Sanepar, mas os compromissos dele com o petismo seriam uma dificuldade. O senador Sérgio Souza (PMDB) é aliado político de Pessuti e está em Brasília hoje na condição de suplente da ministra Gleisi Hoffmann (PT), num acordo firmado em 2010 para dar sustentação à candidatura de Osmar Dias (PDT) contra Beto Richa. Pessuti e Beto voltaram a conversar nesse ano, unidos por um adversário em comum, o senador Roberto Requião (PMDB). Se houvesse a mudança, Fernando Ghignone, na presidência da Sanepar, poderia ser deslocado para a Copel.
Ratinho Júnior (PSC) disse que não irá se manifestar sobre as especulações, mas seu nome é dado como certo nos bastidores. O destino seria a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, cuja influência sobre Curitiba é estratégica para diminuir Gustavo Fruet (PDT), prefeito da capital. Se isso acontecer, César Silvestri (PPS) fica à deriva. Estariam à disposição dele duas pastas menores. A de Relações com a Comunidade, abandonada por Wilson Quinteiro (PSB), que assumiu vaga de deputado estadual, seria uma opção. Já Reinaldo de Almeida César também poderia trocar a Corregedoria por Brasília, onde tem carreira na Polícia Federal.
Ex-secretários municipais de Curitiba, como Fernando Jamur e Homero Giacomini, que deram sustentação operacional para o curto mandato de Luciano Ducci (PSB) na capital, também poderiam ingressar no governo Beto Richa, ainda que fora dos holofotes. A notícia que os novos secretários seriam anunciados semana que vem desarmou parte do governo, pronta para uma revelação já nesta sexta-feira.

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