Berzoini vai comandar a campanha de Lula
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de abril de 2006
Vera Rosa<br> Agência Estado 
Brasília Quinze quilos mais magro, semblante preocupado e cabelos visivelmente mais brancos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 2006 é um candidato que se prepara para um duelo de vida ou morte com Geraldo Alckmin, do PSDB. Com a tropa dizimada pela crise e sem generais na operação política, Lula não tem muita alternativa: deve escalar o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), para coordenar sua campanha à reeleição. ''Acabou o Lulinha paz e amor'', decretou ele, numa referência ao bordão criado por Duda Mendonça, que embalou a maratona de 2002.''Nessa altura do campeonato, nós não precisamos marcar gols. O que não podemos é tomar gol'', recomendou.
A primeira tarefa repassada a Berzoini, no início da semana, foi correr atrás do prejuízo: o apoio do PMDB nos Estados. Até agora, o cenário é de dificuldade nas frentes da batalha petista. Das finanças arruinadas do PT à apatia de algumas siglas, desinteressadas no casamento com o partido do governo, problema é o que não falta para Lula.
No tête-à-tête com Berzoini, o presidente ficou contrariado ao constatar que o PMDB tende a ser adversário do PT em Estados importantes, como São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraná e no Distrito Federal. Disse que era preciso agir rápido para reverter esse quadro.''Está todo mundo com um grau de incerteza muito grande'', admitiu Berzoini. ''A polêmica em torno da verticalização das alianças atrasou as conversas que deveriam ter sido feitas em fevereiro e março'', completou, numa referência à regra que obriga os partidos a reproduzirem nos Estados a aliança para a disputa nacional.


