Goiânia - Depois de ter levado uma torta no rosto, num debate sobre política trabalhista, no Rio, e de ser brindado pelo PFL como figura inspiradora de um troféu para atitudes antipáticas, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, foi brindado ontem com longas vaias num debate sobre reforma sindical, no plenário do Encontro de Dirigentes e Assessores Jurídicos Sindicais de Goiás, realizado na sede do Sesi, em Goiânia.
A manifestação da platéia ocorreu porque Berzoini, ao final de sua exposição sobre o assunto, na qual defendeu as propostas do governo sobre mudanças na vida sindical, levantou-se e avisou que teria de ir embora, já que tinha compromissos no final da tarde, em Brasília. Sindicalistas e trabalhadores que lotavam o plenário ficaram frustrados porque o ministro saía sem ouvir as reivindicações que lhe seriam apresentadas por várias organizações sindicais e por furtar-se a participar de um debate com os presentes, no final do encontro.
O ministro despertou a revolta dos participantes ao discorrer sobre pontos polêmicos para os sindicatos. Ele também defendeu o fim da contribuição anual obrigatória para os sindicatos.

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