Brasília - O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, descartou ontem a possibilidade de o governo substituir a cobrança de contribuição dos servidores inativos pelo aumento da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou de outra contribuição social, como já sugeriu o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino. ''Evidentemente não podemos substituir uma contribuição específica do sistema previdenciário por uma contribuição para todo o povo brasileiro pagar'', disse Berzoini, ao chegar para uma reunião de ''convencimento'' com a bancada petista.
''Estamos justamente procurando evitar essa situação: que todo o brasileiro pague a aposentadoria de uma quantidade pequena de brasileiros'', insistiu o ministro, que apresentou aos deputados uma cartilha em defesa da reforma previdenciária. O texto, assim como a propaganda do governo na TV, tenta dar à proposta do governo uma cara de ''mudança com justiça e respeito'', mas vários petistas contestam essa campanha.
Na cúpula petista, entretanto, a determinação é agir de forma dura para evitar que as dissidências se expandam ainda mais pela base governista. Ontem, cerca de 20 deputados do setor majoritário do PT se reuniram com Berzoini e o ministro da Casa Civil, antes do encontro da bancada, para tentar afinar o discurso e traçar uma estratégia para repercussão da proposta que o governo apresentará na amanhã no Congresso.

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