Berzoini admite o 2º turno nas eleições do PT
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domingo, 18 de setembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Ricardo Berzoini, candidato do Campo Majoritário à presidência do PT nacional admitiu a possibilidade de haver segundo turno nas eleições internas do partido. Ele votou num colégio na zona sul de São Paulo. ''Se houver segundo turno, teremos mais três semanas de campanha, faz parte da democracia'', disse Berzoini.
Segundo ele, as disputas internas fazem parte da história do PT. ''Essa disputa sempre foi a força de nosso partido.'' A nova cúpula do PT assume a direção do partido no início de dezembro, quando a legenda realiza um encontro nacional. O presidente interino, Tarso Genro, defende que a posse da nova cúpula seja antecipada devido à crise política.
O ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, que disputa a presidência nacional do PT com o apoio da Ação Popular Socialista, espera que o partido saia renovado deste PED (processo de eleições diretas). ''Espero que o resultado das eleições crie condições para a reconstrução do partido'', disse Plínio, que votou no diretório zonal do Jardim Paulista, na rua Casa do Ator, em São Paulo.
Ele afirmou que não tem uma avaliação sobre o comparecimento dos filiados nas eleições de ontem. ''Não sabemos qual o impacto dessa crise nos filiados. São petistas que não circulam muito nas instâncias'', disse.
O candidato da Articulação de Esquerda à presidência do PT, Valter Pomar, disse que espera que o Campo Majoritário corrente do ex-ministro José Dirceu e que controla o partido saia derrotado nessas eleições. ''Tenho também a expectativa que o PED processo de eleições diretas resulte na perda de controle do Campo Majoritário sobre o partido para que exista uma renovação do PT'', disse Pomar.
Ele afirmou que espera disputar um eventual segundo turno das eleições internas do PT. Se não conseguir passar para a segunda fase, Pomar disse que apoiará qualquer outro candidato da esquerda petista que disputar a eleição com Ricardo Berzoini candidato do Campo Majoritário.
Pomar disse que o comparecimento dos militantes ao processo eleitoral é ''um tapa na cara'' dos inimigos da legenda. Ele, que votou em Campinas (95 km de SP), teve de pegar fila para votar ontem de manhã.
''O PT que sai dessas eleições é muito melhor do que quando entrou no PED (processo de eleições diretas). O comparecimento massivo dos filiados é um tapa na cara dos inimigos do partido'', disse Pomar. ''Eles vão ver que, apesar de mais de 140 dias de ataques, o PT existe, está vivo e firme com o apoio da militância.''


