São Paulo - Passado o desgaste causado pelo episódio do dossiê Vedoin, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, se tornou um dos adeptos da campanha para que o partido realize novas eleições internas ainda em 2007, o que poderá significar um encurtamento de seu próprio mandato. Apesar de a tese ter sido encampada por seus opositores quando veio à tona a tentativa de compra do dossiê contra tucanos, às vésperas das eleições do ano passado, Berzoini tem trabalhado para que a legenda escolha uma nova direção em novembro, para que a disputa interna não coincida com as eleições municipais do ano que vem.
Pelas regras atuais, Berzoini deveria permanecer no cargo até novembro de 2008, quando o PT escolheria a nova direção.
A tese que circula dentro de sua própria corrente - o Campo Majoritário - é a de que seu nome seria fundamental para encarar a disputa, caso ela ocorra neste ano. Isso porque, para que a eleição aconteça, é necessário aprovar uma mudança estatutária durante o 3º Congresso do PT, agendado para agosto.

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