O ex-diretor da Copel, Mário Bertoni, também foi questionado sobre parcerias realizadas pela Copel desde 1999. As mais questionadas foram as participações firmadas entre a empresa de energia e a Sercomtel e a criação da Tradener, empresa responsável pela compra e venda de energia da estatal no mercado público.
Segundo o ex-secretário, a compra de 45% das ações da Sercomtel foi um erro estratégico da empresa. ''Na ocasião, a Copel dispunha de uma rede de fibra ótica sem paralelo no Brasil. Aliar isso a uma empresa de telecomunicações e agregar serviços ao consumidor parecia a coisa certa a ser feita. No entanto, não recomendaria essa compra hoje. O desempenho da parceria é ruim. No ano passado, a parte de telefonia fixa da Sercomtel apresentou um retorno de 7,56%, muito abaixo dos 14% estipulados como meta''.
O ex-secretário também afirmou não haver nenhuma irregularidade na composição da Tradener, que foi criada com um capital social de R$ 10 mil e lucrou R$ 13 milhões em dois anos. Na criação, a Copel detinha 45% do negócio enquanto a empresa Logus, de propriedade do ex-engenheiro da Copel Fábio Ramos.
O depoimento de Bertoni estendeu-se até às 20h30. Os deputados também pretendiam ouvir ainda ontem o empresário Nereu Procopiak, que intermediou a compra dos créditos da Olvepar e o atual diretor de participações da Copel, Gilberto Glieber. (R.S.)

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