Bernardo e Dirceu rebatem acusações
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quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), criticou ontem o que considerou uma ''onda de denuncismo que está se instalando no país''. Ele foi novamente citado pela ex-assessora financeira da campanha de reeleição de Nedson Micheleti (PT), que o acusa de trazer recursos não contabilizados para campanha municipal. ''Qualquer pessoa que fala qualquer coisa tem espaço (na mídia)'', desabafou, após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Bernardo ainda disse que não conhece Soraya.
Através da assessoria de imprensa, o deputado José Dirceu (PT), também negou as acusações de Soraya. ''É uma mentira absurda. Ele não tem nada com isso, não tem conhecimento. Esteve em Londrina para a campanha do Nedson, que foi modesta. O fato dela ter inventado que ele teria utilizado uma BMW blindada enquanto andou em um carro de um militante, já mostra que o depoimento dela não tem credibilidade'', disse o assessor.
''É mais uma triste mentira produzida pela boca dessa senhora com a finalidade de atingir os interesses dos adversários históricos do PT, pessoas que têm os interesses alcançados com o patrocínio das mentiras que ela está fazendo'', atacou o advogado do diretório municipal do PT, João dos Santos Gomes Filho.
O advogado adiantou que em nome de Augusto Dias Júnior irá protocolar um processo criminal contra Soraya. ''Em relação ao partido vou tomar algumas medidas para acabar com isso, com esse denuncismo político que usa do MP da polícia e da imprensa. Não é possível que em plena efervescência do estado democrático de direito ninguém perceba o que ela está fazendo'', afirmou.
O proprietário da Visatec, Faiçal Jannani, refutou as informações de Soraya, de que a empresa teria pago a locação de um carro para a campanha petista. ''Doei ao PT, mas não para Londrina. Doei para o PT, PSDB, PP, para diversos diretórios regionais'', esclareceu.
Jannani teria doado recursos para o PT de Timóteo (MG). O empresário também negou qualquer ilação entre a locação e os serviços que a sua empresa presta para a Prefeitura de Londrina. ''Os contratos que ganhei em Londrina é porque eu ganhei a concorrência e ele (Nedson) é obrigado a me aceitar. Não daria dinheiro para adversários históricos. Não bate, não confere. As ilações são mais no sentido de que a moda é acusar o PT, agora a mim, como empresa, e o Nedson Micheleti sendo nosso adversário histórico, não poderia ter ajudado'', concluiu.


