Bernardo diz que economia não vai ser prejudicada
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segunda-feira, 13 de junho de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, negou ontem que a intensa crise política vivida pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa prejudicar a economia brasileira.
''A crise política não trará nenhum efeito sobre a economia brasileira. Foram oito bimestres consecutivos de crescimento econômico e vamos continuar crescendo com resultados cada vez maiores'', garantiu. Bernardo aposta na redução dos juros na próxima reunião do Banco Central (BC). O ministro apenas reforçou que para que o governo federal mantenha o controle da política econômica é fundamental que todas as acusações sejam esclarecidas.
Bernardo criticou a instalação da CPI dos Correios no Congresso Nacional, mas garantiu que o governo federal não irá impedir o funcionamento dela. ''Ninguém é ingênuo de imaginar que a oposição quer esclarecer os fatos. Não podemos aceitar que uma CPI com vaidades e políticos tome os caminhos errados com vistas nas eleições do ano que vem. É um instrumento legítimo, mas confesso que gostava muito mais de CPI quando era oposição. A verdade é que não dá para jogar a crise para baixo do tapete. Temos que limpar'', pontuou ele.
O ministro do Planejamento não quis fazer críticas a Roberto Jefferson. Bernardo foi citado numa entrevista ao jornal ''Folha de S. Paulo'' como tendo sido um dos escolhidos para ir até a casa do petebista e tentar demovê-lo da idéia de assinar a CPI e de fazer as denúncias sobre o mensalão. O ministro disse que nunca foi chamado para falar com Jefferson, mas confessou que teria ido caso tivesse sido convocado pelo governo federal.
Bernardo declarou ontem que jamais ouviu falar no mensalão dentro ou fora do Congresso Nacional. Nem mesmo quando era deputado federal. ''Sei que durante o período em que o PT está no poder, o governo cometeu erros. Mas sempre quis acertar. O País é uma democracia. O modelo constitucional pressupõe que temos que conversar com os partidos'', apontou. Bernardo afirmou que todos os funcionários em cargos de comissão do governo federal são investigados pelo setor de Inteligência do Palácio do Planalto.


