Bernardo decide ficar no ministério
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quinta-feira, 30 de março de 2006
Agência Estado 
Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo (PT-PR), decidiu ontem permanecer no governo. Bernardo pretendia disputar a Câmara pelo Paraná, mas atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de permanecer no cargo. No encontro, Lula disse que ele teria boas chances de ser eleito, mas que gostaria de mantê-lo no quadro de ministros para dar sequência ao trabalho desenvolvido na pasta. A permanência de Bernardo no Ministério do Planejamento e Orçamento é uma sinalização da administração federal de que manterá a política econômica.
Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o excesso de gastos identificado no início do ano estava previsto porque, no fim de 2005, o Poder Executivo decidiu antecipar pagamentos por causa do ano eleitoral. Mas, ao longo do ano, de acordo com Bernardo, o Executivo cumprirá a meta de superávit primário de 4,25%.
A reforma ministerial deve provocar oito baixas na equipe de Lula. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo até hoje data máxima para desincompatibilização para quem vai disputar as eleições de outubro. A lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo Queiroz (Esporte), Alfredo Nascimento (Transportes), Ciro Gomes (Integração Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José Alencar (Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Saraiva Felipe (Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para Wagner permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha de Lula à reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai sair candidato ao governo do Distrito Federal pelo PC do B. Fritsch foi escolhido pelo diretório regional do PT para encabeçar a chapa do partido na disputa pelo governo de Santa Catarina. Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Alencar, do PRB, ainda sonha com a possibilidade de repetir a dobradinha de 2002, quando foi candidato a vice na chapa de Lula. Nascimento também tentará uma vaga no Senado pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas que deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques estaduais, caso do Ceará, onde Cid Gomes irmão de Ciro sairá candidato a governador.
Saraiva também sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, que tentará se reeleger como governador em Minas Gerais. Se não conseguir, deve sair candidato a deputado federal. (Com Folhapress)


