Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que tentou participar anteontem do debate com candidatos à presidência nacional do PT, lamentou o que ele chamou de ''intolerância'' de determinados militantes e lideranças do partido. Bernardo pretendia discursar no lugar do presidente nacional do PT, Tarso Genro, que não compareceu ao debate. Entretanto, ele foi impedido e teve que deixar o debate sem fazer qualquer discurso ou ter direito de participar da mesa de debates.
''Fui lá participar e fiquei surpreso com a reação dos meus colegas de partido. Todos sempre tiveram direito a voz dentro do PT em toda sua história. Mesmo os que não estão inscritos sempre puderam se manifestar. É a nossa tradição. Os partidos não têm apenas um representante. Fiquei com a impressão que os grupos compostos pela minoria do PT, se chegarem ao poder, não deixarão os outros grupos terem voz dentro do partido'', reclamou. A chamada minoria do PT é composta por integrantes do partido que sempre foram mais à esquerda e foram contrários às alianças realizadas em estados e no governo federal com partidos como PL, PFL, PP e PTB.
Bernardo faz parte do chamado ''Campo Majoritário'', que elegeu as lideranças petistas do Paraná e de outros estados. Apesar do veto no debate, Bernardo confia que na vitória do Campo Majoritário nas eleições previstas para o dia 18 de setembro. ''A postura deles (integrantes do PT) foi de cerceamento de manifestação de todas as correntes de pensamento. Fundamental é que na hora da eleição vai ficar demonstrado quem é que tem representatividade'', provocou.

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