Bernardo acena com aliança entre PT e PMDB
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sábado, 19 de novembro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, acenou ontem com a possibilidade de PT e PMDB caminharem juntos no Estado nas eleições do ano que vem. Segundo o ministro, tudo vai depender da disposição do PMDB nacional apoiar a candidatura do PT à presidência da República.
A regra da verticalização determina que caso dois partidos estejam aliados em nível nacional eles sejam obrigados a repetir a aliança majoritária nos Estados ou lançar candidaturas próprias, sem realizar coligações com siglas adversárias no plano nacional. ''Se o apoio do PMDB à candidatura do PT, que pode ser a do presidente Lula, se concretizar, podemos ter a repetição dessa aliança na campanha ao governo do Estado. Mas se eles mantiverem a decisão de de lançarem candidatura própria à presidência, estaremos separados'', afirmou Paulo Bernardo.
A postura do ministro em relação a uma possível aliança com o PMDB de Requião é mais flexível do que a adotada pelo deputado estadual André Vargas, presidente estadual da sigla. Vargas, que costumeiramente critica Requião na Assembléia, defende a candidatura própria do PT ao governo do Estado. Paulo Bernardo, entretanto, prefere priorizar a disputa pela presidência da República. ''Vamos fazer o que for melhor para a reeleição'', afirmou.
Até agora, o nome mais cotado do PT para disputar o governo estadual é o senador Flávio Arns, mas ele ainda não posicionou-se de maneira definitiva. O partido também deve lançar candidato próprio ao Senado. A diretora de Itaipu Gleisi Hoffmann e a deputada federal Dra. Clair Martins já manifestaram interesse em concorrer ao cargo.
As declarações de Paulo Bernardo foram feitas após um almoço com empresários na Associação Comercial do Paraná. Durante o almoço, o ministro ouviu as reivindicações dos empresários e comprometeu-se a buscar soluções. Uma delas é a utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar as atividades de micro e pequenas empresas.
''O BNDES recentemente firmou um contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com recursos que poderiam ser destinados para esta área. Como o BNDES tem sede no Rio de Janeiro, esses recursos poderiam ser repassados através de convênios para cooperativas de créditos nos Estados, possibilitando os financiamentos'', analisou Paulo Bernardo.
O ministro também falou sobre o projeto de lei do governo federal para agilizar o processo de abertura de empresas no país. Segundo dados do governo, o tempo médio atual para uma empresa cumprir todos os trâmites burocráticos é de 180 dias. ''Pretendemos reduzir esse prazo para 15 dias. Dentre as medidas que possibilitam essa agilidade está, por exemplo, a postergação da vistoria do Corpo de Bombeiros em empresas que não vão desenvolver atividades de risco. Em vez de aguardar o laudo dos bombeiros, a empresa começa suas atividades e depois vai ser fiscalizada'', explicou.


