Curitiba - A menos de uma semana da convenção municipal em Curitiba, o PDT segue em clima de tensão. De um lado, o deputado estadual Neivo Beraldin que quer o aval dos convencionais para sair candidato à Prefeitura de Curitiba, apostando na sua atuação frente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e à Comissão Especial de Investigação (CEI) do Eixo Metropolitano. Do outro lado, o senador Osmar Dias, presidente do diretório regional do PDT, que quer a coligação com o PSDB de Beto Richa.
Osmar havia dado um prazo até o mês de maio para que os pré-candidatos viabilizassem junto ao eleitorado a candidatura. O resultado poderia ser visto nas pesquisas eleitorais. Entretanto, segundo o senador, Neivo Beraldin não conseguiu viabilizar a sua candidatura junto às bases. ''Eu nunca escondi que minha proposta é pela coligação. Queremos uma aliança duradoura não só para esta eleição, mas com vistas às próximas eleições. Ele (Neivo) não tem densidade eleitoral. Não podemos colocar o partido à disposição de uma candidatura por ideal pessoal de algum político'', enfatizou Osmar.
Apesar de ser contra a pré-candidatura de Beraldin, Osmar Dias pretende colocar para votação dos convencionais, no próximo sábado, as opções de candidatura própria (com os nomes do matemático Carlos Kolb e Neivo Beraldin para a Prefeitura de Curitiba) ou coligação (apesar de ter mais afinidade com o PSDB, não foram descartadas alianças com o PPS e com o PFL). ''Queremos construir uma aliança que seja a melhor opção para Curitiba'', completou Osmar.
Beraldin criticou a antecipação de apoio de Osmar Dias para coligação. ''Isso é um desrespeito à convenção. Ele poderia se manifestar sobre apoios depois da convenção'', afirmou ontem o parlamentar, que disse estar arrependido de ter tido ligações políticas com a atual cúpula do PDT. Beraldin disse que consolidou a candidatura e buscou apoio dentro das bases do partido. Fruto deste apoio, seria o plano de governo elaborado com sugestões de 46 técnicos.
O deputado do PDT negou que esteja pensando apenas em consolidar um plano político pessoal e acusou Osmar Dias de ter abandonado o partido nestas eleições para se consolidar como candidato ao governo do Estado em 2006.

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