Bens de Maluf serão dados como garantia
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sábado, 06 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) teve de oferecer à Justiça da Fazenda Pública parte de seu patrimônio pessoal - dois imóveis, um no Guarujá e outro no município de Salto - para fins de penhora em ação de execução movida contra ele. Maluf fez a indicação quarta-feira, em meio a forte pressão judicial, após passar quase dois meses driblando o oficial de Justiça que pretendia citá-lo. Os bens são garantia de pagamento de valores devidos aos cofres públicos municipais no montante de R$ 492,87 mil, segundo cálculos da Promotoria de Justiça da Cidadania.
O imóvel do Guarujá é um terreno de 1.677 metros quadrados, que Maluf adquiriu em agosto de 1974. Ao Tribunal Regional Eleitoral, em junho do ano passado, Maluf informou que o valor do bem é R$ 150 mil. À Receita, o ex-prefeito declarou outro valor, R$ 83,9 mil. O imóvel de Salto é uma área de 63,1 mil metros quadrados, no bairro da Olaria. Perante o TRE, Maluf avalia esse terreno em R$ 340 mil. À Receita, R$ 299,2 mil.
A execução foi decretada por força de condenação de Maluf em processo de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público de São Paulo, em novembro de 1994 a Prefeitura publicou na primeira página de o jornal ''O Estado de São Paulo'', com dinheiro público, informe publicitário que fazia defesa pessoal de Maluf e um ex-secretário municipal. O ex-prefeito também é investigado por supostamente ter depositado em uma agência do Citibank da Ilha de Jersey US$ 200 milhões. Maluf nega a acusação e diz que o dinheiro não é dele.


