Brasília- A cerimônia de unificação dos programas sociais ontem, no Planalto, selou o afastamento definitivo da ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, tanto na condução quanto da participação dos projetos sociais do governo.
Também deixou à margem o ministro da Segurança Alimentar e Combate à Fome, Francisco Graziano. Só que a situação de ambos é diferente: Graziano continua prestigiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e mesmo que tenha seu ministério esvaziado, não deixará o governo, enquanto Benedita tem um futuro incerto, a ser conferido pela evolução dos fatos ou na reforma ministerial prevista para final de dezembro ou janeiro.
Entra em cena, forte e com muito prestígio, a socióloga e ex-pesquisadora da Unicamp Ana Fonseca, que assume a secretaria-executiva do programa social unificado, como o nome Bolsa-Família. Fica também mais forte nesta área, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que se responsabilizou pelo trabalho de unificação e influenciou na escolha de Ana Fonseca para o cargo. Míriam Belchior, assessora especial do presidente, também sai fortalecida.
Ex-mulher de Celso Daniel, o prefeito de Santo André, assassinado no ano passado, Míriam, também muito ligada a Dirceu, chegou a ser especialmente citada por Lula, em seu discurso, assim como o secretário-executivo do Ministério de Assistência Social, Ricardo Henriques. Todos foram cumprimentos pelo presidente Lula, ''pelo excelente trabalho que fizeram''. Já Benedita não mereceu qualquer menção neste sentido.

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