Bendine ganha aposentadoria cheia do BB de R$ 62,5 mil
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Murilo Rodrigues Alves<br> Agência Estado 
Brasília - O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, deixa o comando do Banco do Brasil com aposentadoria com base no salário mensal de R$ 62,4 mil, embora as associações de funcionários e aposentados do maior banco do País sejam contrárias ao que chamam de "aposentadoria cheia" - calculada com base no salário encorpado de outros benefícios, como férias e vale alimentação.
A prerrogativa de se aposentar de acordo com as regras não é de Bendine. Outros vinte executivos do banco já recebem aposentadorias calculadas com base nos salários com outros benefícios. Ivan de Souza Monteiro, novo diretor da petroleira, também reúne idade e tempo de contribuição suficientes para se aposentar com base no salário cheio de R$ 55,8 mensais que recebia como vice-presidente do BB.
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), xerife do setor, considerou que caberia ao BB - e não à sua caixa previdenciária, a Previ - assumir a diferença dessas aposentadorias maiores.
Para a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), as "superaposentadorias" são benefícios indevidos.
A origem de todo esse imbróglio remonta a 2008, quando, para cumprir exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BB decidiu que os executivos do banco passariam a receber honorários em vez de salários. Para calcular os honorários, o banco somou tudo que qualquer funcionário recebe durante o ano (salários, comissões, 13º, férias, abonos, licença-prêmio, auxílio alimentação etc) e dividiu por 12.
Procurado até a noite de ontem, BB, Previ e Previc decidiram não se pronunciar.


