A eleição para a mesa da executiva da Câmara esquentou ontem em Londrina com a divulgação de suposto acordo, fechado anteontem à noite na casa do vereador Renato Araújo (PPB). O tucano Beto Scaff teria garantido o apoio de Araújo e de outros 11 colegas, a maioria integrantes do chamado ‘‘rolo compressor’’ do prefeito cassado Antonio Belinati (sem partido), para a presidência do Legislativo.
Alguns novatos também teriam fechado com Beto, entre eles Rubens Canizares (PHS) e Sandra Graça – presidentes da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) na época de Belinati – e Jamil Janene (PDT), sobrinho do deputado federal José Janene (PPB). ‘‘É o chapão belinatista’’, classificou um vereador, que não quis se identificar.
A definição do ‘‘grupo dos 13’’ teria tido até prévias, disputadas pelos também pré-candidatos Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e o atual presidente Flávio Vedoato (PL). No final, ficou definido que a chapa teria, além de Beto, Carlos Bordin (PMDB) na vice-presidência e Henrique Barros (PFL), Orlando Bonilha (PDT) e Tamarozzi como secretários.
Mas o apoio de Bordin durou pouco. Ontem, o vereador recebeu um ultimato do PMDB para votar no nome indicado pelo partido, no caso o tucano Tercílio Turini. Participaram da reunião o presidente do diretório municipal João Mendonça, o presidente indicado da AMA, Luiz Eduardo Cheida e os vereadores pemedebistas Leonilso Jaqueta e Elza Correia – que ontem resolveu retirar a sua candidatura em favor de Tercílio.
No final da tarde os vereadores – eleitos e reeleitos – voltaram a se reunir, num hotel do centro da cidade, mas não chegaram a um consenso. A polarização entre tucanos não agradou Tercílio. ‘‘Acho essa disputa péssima. Ao invés de você aglutinar forças, acaba criando fissuras e enfraquecendo o partido’’, reclamou ontem. Ele disse que tem o apoio do presidente do diretório local do PSDB, Roberto Kanashiro, e também do deputado federal Luiz Carlos Hauly.
Já Beto Scaff considerou a disputa saudável. ‘‘O fato de polarizar garante o PSDB na presidência.’’ Ele não concorda que tenha formado uma base de apoio ligada a Belinati. ‘‘De maneira alguma. O Belinati foi cassado e não é mais prefeito. Estamos vivendo um novo momento, com vereadores novos e buscando uma chapa pluripartidária.’’

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