Belinati vai ao STF, mas resultado pode demorar
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
O deputado estadual Antonio Belinati (PP) entrou ontem com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) visando restabelecer seu registro de candidatura e o resultado do 2º turno das eleições para prefeito de Londrina - no qual venceu Luiz Carlos Hauly (PSDB) com 51,73% dos votos válidos. Apesar de ser endereçado ao STF, o recurso foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é responsável pelo exame de admissibilidade. Para vencer essa etapa e chegar ao julgamento do STF, a defesa tem que mostrar a existência de conotação constitucional no processo. Caso contrário, o caso fica encerrado com a decisão do TSE que impugnou a candidatura justificando a inelegibilidade decorrente de reprovação de convênio entre a Prefeitura de Londrina e o DER, durante a última gestão de Belinati, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR).
Conforme a FOLHA adiantou no último sábado, a medida judicial não pleitea a suspensão do 3º turno das eleições, como chegou a ser cogitado pelo grupo político do ex-prefeito.
Para o advogado Joelson Dias, que assina o recurso extraordinário juntamente com o advogado Fernando Neves, a existência de uma vertente constitucional no processo é manifesta.
No TSE, o presidente só vota em matérias constitucionais. Como o (presidente do TSE) Ayres Britto participou do julgamento, está mais que evidenciada a competência do STF sobre o assunto, afirmou Dias. De acordo com ele, antes de julgar a admissibilidade do recurso, o TSE vai abrir vista ao Ministério Público Eleitoral (MPE).
O argumento principal da defesa de Belinati é que o TSE deu uma brusca guinada de jurisprudência ao impugnar o registro do ex-prefeito. Isso colocou em risco a segurança jurídica. A mudança até poderia acontecer na próxima eleição, mas não num processo eleitoral em que outros candidatos, em situações idênticas, tiveram a candidatura liberada, afirmou o advogado.
Caso a admissibilidade do recurso extraordinário seja negada pelo TSE, a defesa ainda terá direito a apresentar um agravo de instrumento para forçar a subida do recurso ao STF. Caso o agravo venha a ser negado, fechariam-se praticamente todas as portas para Belinati.
De acordo com a legislação brasileira, não há um prazo definido para a realização do exame de admissibilidade no TSE e para o julgamento de admissibilidade no STF. Algumas fontes, porém, indicam que a análise do recurso deve levar algumas semanas, enquanto o julgamento no STF pode levar vários meses - ou mais de um ano. É praticamente consensual que não haverá uma resposta da Justiça sobre o registro de Belinati antes da realização do novo segundo turno, entre Luiz Carlos Hauly e Barbosa Neto (PDT), marcado para o próximo dia 29.


