O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) será julgado à revelia pela juíza da 5ª Vara Criminal, Oneide Negrão. A decisão foi tomada porque ontem à tarde, novamente Belinati não compareceu ao interrogatório sobre o processo em que é acusado de sonegar informações referentes à venda de 45% das ações da Sercomtel para a Companhia Paranaense de Energia (Copel), realizada em maio de 1998.
A ação contra Belinati está embasada no decreto-lei 201/67, que trata de crimes atribuídos a prefeitos. Oneide Negrão disse que não poderia fazer comentários sobre o processo e só confirmou que o ex-prefeito não apresentou justificativas para faltar ao interrogatório.
Na primeira vez em que foi convocado, no início de maio, o ex-prefeito estava preso no 2º Distrito Policial (2º DP), denunciado pelo Ministério Público (MP) como o principal responsável pelo desvio de R$ 1,7 milhão dos cofres públicos. Na época, Belinati não compareceu e mandou uma carta à juíza, escrita de próprio punho, recorrendo ao direito constitucional de permanecer calado. Belinati esteve preso durante seis dias e conseguiu sair da cadeia graças a uma liminar junto ao Tribunal de Justiça do Estado.
Para não ser acusada de arbitrariedade, Oneide Negrão preferiu não determinar a condução do ex-prefeito do 2º DP à 5ª Criminal e remarcou o interrogatório para ontem. Como não compareceu mais uma vez, Belinati será julgado à revelia, embora a defesa dele possa apresentar as alegações e arrolar testemunhas em sua defesa. Não há prazo para o julgamento. O advogado de Belinati, Antonio Carlos Vianna, não foi encontrado ontem pela reportagem para falar sobre o processo.

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