O TC reprovou no último dia 20, a prestação de contas de um convênio firmado em 1997, entre a Prefeitura de Londrina e o DER, no valor de R$ 4,4 milhões. Conforme o parecer da procuradora-geral Katia Regina Puchaski, acatado na íntegra pelo relator do processo, conselheiro Nestor Baptista, cerca de R$ 3,9 milhões teriam sido ''desviados para outras contas correntes da Prefeitura para cobrir débitos alheios ao ajuste (convênio)''. Somente teria sido destinado à pavimentação, objeto do convênio, pouco mais de R$ 550 mil.
O parecer aponta também que dos R$ 3,9 milhões, ''somente R$ 523 mil foram aplicados no mercado financeiro no período em que tal investimento deveria ocorrer, registrando-se, em razão disso, um prejuízo correspondente à falta dessa remuneração sobre o capital aplicado de R$ 3,9 milhões'', de fevereiro a dezembro de 1998. É essa correção monetária que está sendo cobrada como ressarcimento aos cofres estaduais. O advogado do ex-prefeito, Antonio Carlos Vianna, disse que irá aguardar a notificação para avaliar a apresentação de recurso.
O filho do ex-prefeito, o ex-deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSL), também terá que apresentar defesa na Justiça. O juiz da 42 Zona Eleitoral, José Marcos de Moura, recebeu a denúncia de crime eleitoral contra ele. A denúncia apresentada pelo Ministério Público, relata a promessa de pagamento de R$ 30 para eleitores citados em uma lista caso Antonio Carlos fosse reeleito. A partir da notificação, o ex-deputado terá dez dias para apresentar defesa. Antonio Carlos não foi localizado.

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