Belinati recebe amanhã projeto de reforma
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quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
O secretário geral da Prefeitura de Londrina, Gino Azzolini Neto (foto), fez ontem os últimos retoques no projeto de reforma administrativa que ele pretende entregar até amanhã ao prefeito Antonio Belinati (PDT) e ao vice, Alex Canziani (PTB). A previsão era entregá-lo semana passada, mas foram necessários alguns ajustes, segundo Azzolini. As leis e os decretos para tornar possível a reforma, que precisa ser votada pela Câmara, estão prontos. São cinco ou seis leis e oito decretos, adianta o secretário.
Ele defende o debate para a implantação da reforma. Não é uma reforma feita somente para a prefeitura e sim para o futuro de Londrina, explica Azzolini, que está trabalhando no projeto desde que tomou posse, há mais de dois meses.
Azzolini visitou secretarias, departamentos, órgãos da administração indireta e conversou com servidores para verificar deficiências no serviço público. As soluções, contempladas na reforma, incluem redução do número de secretarias - ele faz suspense sobre quantas devem ser extintas e só admite, por enquanto, o fim da secretaria de Negócios Jurídicos e a volta da Procuradoria -, combate ao desperdício, implantação de uma Central de Atendimento à População, diminuição do número de linhas telefônicas, Plano de Demissões Voluntárias, volta da jornada de sete horas e mudanças na frente de trabalho.
Se eles (o prefeito e o vice) baterem o martelo, está tudo pronto para lançar a reforma, diz Azzolini. Outro item incluído é a assinatura de contrato de gestão, já antecipado pela Folha entre a Acesf (que administra os cemitérios de Londrina) e a prefeitura. Vamos estender os contratos para os dirigentes de outros órgãos, desde que eles queiram.
O secretário diz que a reforma deve possibilitar uma economia anual de R$ 2 milhões. Só na gestão do Belinati serão 6 milhões de economia. Em dez anos são 20 milhões, o equivalente a 4 milhões de metros quadrados de recape asfáltico, compara. Azzolini diz que o contribuinte sentirá a diferença. Será o dinheiro bem aplicado e o município gerenciando máquina com racionalidade, propagandeia.


