Arquivo FolhaCabeça erguidaPrefeito Antonio Belinati: ‘‘Situação difícil é momentânea e o desafio será vencido’’. O prefeito Antonio Belinati (PDT) reassumiu o cargo ontem após uma licença de 20 dias e disse que não descarta demissões na prefeitura, apesar de garantir que a decisão só será adotada como ‘‘última medida’’. ‘‘Neste momento, ainda não temos condições de avaliar os reflexos da queda do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios’’, explicou.
Semana passada, a Prefeitura de Apucarana demitiu 600 servidores e o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB) previu que a medida será seguida por um número ‘‘considerável’’ de municípios. ‘‘Enquanto for possível, vamos manter o quadro como estᒒ, prometeu Belinati. A situação financeira da prefeitura é difícil e o município precisou fazer um empréstimo de R$ 4 milhões junto ao Banestado para pagar hoje os salários dos servidores. ‘‘O cidadão Belinati foi o avalista da operação. Fiz isso em respeito aos servidores’’.
O empréstimo foi acertado mês passado, durante a licença de Belinati, mas com a participação dele e do então prefeito em exercício, Alex Canziani (PTB), em negociação com o presidente do Banestado, Manoel (Neco) Campinha Garcia Cid. ‘‘O Alex tem todo o nosso respeito e a nossa admiração’’, disse Belinati. Canziani disse que saiu com a sensação do ‘‘dever cumprido’’.
Belinati empossa amanhã, às 15 horas, o novo secretário geral da Prefeitura, Gino Azollini, atual procurador nacional da Fazenda. Segundo Belinati, ele já foi secretário de Estado da Educação e da Administração. Azollini substituirá Kakunen Kyosen, atual auditor da Prefeitura e presidente interino da Comurb. Belinati disse que pretende nomear um técnico para a presidência da Companhia, mas não adiantou nomes.
Ele disse que resolveu nomear Azollini para a Secretaria Geral porque Kakunen será uma espécie de coringa da administração. ‘‘O Kakunen é pau pra toda obra’ e faz 20 anos que ele está com a gente’’, comparou.
Belinati anunciou ainda este semestre deverá estar concluída a licitação do Pronto Atendimento Infantil, o PAI, uma de suas promessas mais ‘batidas’ durante a campanha eleitoral. O prefeito pretende contar com recursos do orçamento do Estado que, segundo ele, estão garantidos por sua iniciativa quando deputado estadual. ‘‘Consegui garantir R$ 1 milhão e espero que esse dinheiro seja liberado’’, afirmou. Ele disse ainda que os conjuntos União da Vitória, Jamile Dequech e José Giordano serão asfaltados, além de postos de saúde que serão entregues. ‘‘Fora isso, nós continuamos a costura com empresários em busca de novas indústrias. Sabemos que a situação difícil é momentânea e o desafio será vencido’’.
Segundo ele, as obras de asfalto e da rede de esgoto iniciadas no primeiro semestre têm recursos da Sercomtel, do programa estadual Paraná Urbano e da Caixa Econômica Federal.
Ele disse que a crise deve ser enfrentada com ‘‘realizações’’. ‘‘Não vamos jogar a toalha e o povo já entendeu, tanto que o índice de aprovação do primeiro semestre de nossa administração foi superior à minha votação’’, comemorou. O prefeito se refere à consulta realizada pela Alvorada Pesquisa no dia 4 de julho com 400 pessoas, cujo resultado foi um índice de 75,3% de aprovação de seus primeiros seis meses frente à administração.

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