Arquivo FolhaBelinati: ‘‘Quando há necessidade, sempre faço críticas. Mas neste momento seria ingrato em não reconhecer o apoio do governo para a minha cidade’’O prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PDT), reafirmou ontem em Curitiba que vai subir no palanque do governador Jaime Lerner (PFL), na briga pelo Palácio Iguaçu. A declaração foi feita minutos antes de Lerner empossar o deputado estadual licenciado José Tavares (PTB) na Secretaria Especial de Proteção e Defesa do Consumidor e de dizer que a indicação para a pasta amplia a participação política da região Norte no governo.
‘‘Nacionalmente apoiamos o Lula e o Brizola’’, ressaltou. ‘‘Apesar de sabermos que eles têm os maiores índices de rejeição na região norte’’, emendou Belinati. O prefeito de Londrina assinalou ainda que pretende tratar o candidato do PMDB ao governo do Estado, Roberto Requião, ‘‘cordialmente, como sempre fiz’’.
O fato de não apoiar Requião ao governo, cuja candidatura tem o respaldo político de seu partido, o PDT, e do PT, não trouxe problemas a Belinati com o PDT nacional. Brizola, que esteve com Lula e Requião em Londrina há cerca de duas semanas, disse entender a posição do prefeito. ‘‘A situação é delicada porque a esposa dele é vice do governador’’, disse Brizola, em tom compreensivo.
Mais que ter a mulher, Emília Belinati (PTB), como vice-governadora, o prefeito disse que o governo Lerner vem fazendo realizações para o município, motivo suficiente para ele, Belinati, apoiar a reeleição. ‘‘Quando há necessidade, sempre faço críticas. Mas neste momento seria ingrato em não reconhecer o apoio do governo para a minha cidade’’, declarou, citando como exemplos as verbas liberadas pelo governo Lerner para moradias e asfaltamento de bairros e estradas.
Na semana passada, quando uma pesquisa avaliou o índice de aprovação de sua administração, Belinati fez questão de dividir os ‘louros’ com Lerner, Emília e com sua equipe de trabalho, incluindo secretários, assessores e servidores. ‘‘Temos apoio integral do governador para uma série de projetos e assim é possível realizar obras e cumprir com os compromissos junto à população’’, disse Belinati, que também elogiou Lerner pelo incentivo do Estado aos projetos de industrialização.
No início de seu mandato, em 1997, Belinati liderou um movimento batizado de ‘‘Pé Vermelho’’, que reivindicava mais recursos do Estado e aumento da representatividade política da região no governo. Ele chegou a fazer críticas ao governador, mas o movimento acabou não sendo lançado. Na ocasião, Lerner nomeoou Neco Garcia para a presidência do Banestado e Heinz Herwig para a secretaria dos Transportes. (L.D e P.Z)

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