Belinati questiona presidente do TRE
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Maigue Gueths<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PP) questionou, ontem, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que, por unanimidade, negou o registro de sua candidatura à reeleição com base na Lei da Ficha Limpa. Além de acusar o TRE de ter adotado parâmetros distintos no momento de definir quem poderia ou não ser candidato, Belinati levantou suspeitas sobre a participação na votação da presidente do TRE, a desembargadora Regina Portes.
''Por questões éticas, ela não deveria ter participado desta votação. É o que se chama de suspeição'', disse o deputado, que contou que o nome da desembargadora teria sido citado em uma chantagem sofrida por ele. O caso teria acontecido há alguns anos, envolvendo um processo contra ele que seria decidido pela desembargadora. ''Fui procurado por uma pessoa que, usando o nome da desembargadora, pediu R$ 300 mil para eu ter uma sentença favorável'', disse.
Belinati disse que no mesmo dia escreveu um relato do caso à desembargadora, Ele teria, inclusive, alertado-a para a possibilidade de requisitar as fitas gravadas pelas câmeras da Assembleia Legislativa para identificar a pessoa que o teria procurado em seu gabinete. ''Achei que ela iria fazer um escândalo, chamar a Polícia Federal, Ministério Público para investigar, mas para minha estranheza, ela não tomou nenhuma providência'', afirmou. Ele avalia, agora, a possibilidade de ingressar com alguma medida judicial no próprio TRE para analisar esta situação.
Procurada, a assessoria de imprensa do TRE informou que a desembargadora não iria se manifestar sobre o assunto. A assessoria de imprensa lembrou, contudo, que, no julgamento de Belinati, a decisão da corte foi unânime e a presidente só vota em caso de empate. Neste caso, a desembargadora nem chegou a votar.
A assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) do Estado também informou que, no ano passado, o episódio mencionado por Belinati já foi alvo do órgão. Tanto Belinati quanto a desembargadora chegaram a ser ouvidos pelo gabinete da procuradoria-geral de Justiça, mas, segundo a assessoria, o deputado não trouxe elementos que pudessem resultar na abertura de um processo investigatório e o caso foi arquivado. (Colaborou Catarina Scortecci)


