Patrícia Zanin
O prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) confirmou ontem que abre mão de disputar a reeleição no ano que vem se a mulher, a vice-governadora Emília Belinati (PTB), quiser concorrer à prefeitura. Ele já havia cogitado essa possibilidade na semana passada. ‘‘Ela não terá em mim um obstáculo’’, afirmou. O nome de Emília estaria sendo lembrado por alguns setores. ‘‘Vamos deixar rolar o debate. E se ela decidir ser candidata dentro de uma ampla discussão e amadurecimento dessa proposta com o povo, terá em mim um grande incentivador e cabo eleitoral’’.
Para Belinati, Emília tem competência, dignidade e condições de fazer um ‘‘bom trabalho’’. ‘‘Sou apaixonado por ela e por sua forma de atuação. Coincidentemente, ela é minha esposa’’, disse o prefeito, que está casado com Emília há 33 anos.
Belinati foi um grande incentivador da carreira política da mulher, que ex-deputada estadual e está no segundo mandato como vice. ‘‘Mas ela cresceu pelas suas próprias pernas. Não foi fabricada. É um nome de respeito, credibilidade, rejeição praticamente zero, além de ter o respeito do povo e da igreja’’.
O prefeito afirmou que ainda não sabe o que Emília pensa do assunto porque - jura ele, - não teria conversado com a esposa sobre o assunto. ‘‘Ela esteve neste final de semana em Londrina, fez o almoço caseiro no domingo, mas foi um encontro familiar. Não trocamos uma idéia sobre isso. Mantive o respeito para não parecer coação’’, justificou. ‘‘Mas se ela fizer a opção pela prefeitura, a cidade vai ganhar muito’’, emendou. Emília estava ontem em Tocantins e deve se pronunciar hoje sobre o assunto.
Questionado sobre ter ou não vontade de tentar a prefeitura pela quarta vez, Belinati afirmou: ‘‘Vou deixar correr. Não significa que sou nem que não sou candidato’’. Ele disse que precisa de tempo para repercutir a avaliação sobre o nome de Emília para a prefeitura. ‘‘Temos manifestação favorável de vários segmentos, mas não temos pesquisa. E essas manifestações estão longe de atingir o eleitorado’’, reconheceu.
O prefeito negou que o nome de Emília para a prefeitura seria uma alternativa para garantir o caminho dele para a disputa ao governo do Estado, em 2002. Ele afirmou que seu sonho é ser governador, mas não na próxima eleição. ‘‘O povo vai ter várias opções na corrida pelo Palácio Iguaçu’’, disse, citando os senadores Álvaro Dias (PSDB) e Roberto Requião, o ministro do Esporte Rafael Greca (PFL), e o prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL).

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