Belinati pensa em demissões e quer opinião do sindicato
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
Josoé de Carvalho/Folha de LondrinaEnxugamentoBelinati e Azzolini: PDV pode ser a solução para amenizar a crise financeira da prefeituraO prefeito Antonio Belinati (PDT) admitiu ontem que a prefeitura poderá implantar o Programa de Demissões Voluntárias (PDV) proposto pelo novo secretário geral da prefeitura, Gino Azzolini Neto, mas disse que não há dinheiro para pagar as rescisões trabalhistas. Ainda que tenhamos a vontade de executar o programa, só se houvesse uma linha de crédito, garantiu. Cauteloso, ele defendeu uma reforma light. Desde que não seja para forçar, causar mal-estar nos servidores, ainda assim precisamos saber o que pensa o sindicato da categoria, amenizou.
Esta semana, após retornar de sua licença de 20 dias, ele não descartou demissões. A crise obrigou o município a fazer um empréstimo de R$ 4 milhões junto ao Banestado para completar a folha de pagamento do funcionalismo.
A posse de Azzolini foi ontem à tarde e como a Folha já tinha adiantado, ele assumiu o cargo com a proposta de desenvolver uma ampla reforma administrativa. Azzolini também deverá ajudar a operacionalizar a jornada de trabalho de sete horas diárias na prefeitura, hoje de seis.
Ontem, o secretário de Administração, Moysés Leônidas, disse que o Conselho de Administração da prefeitura, formado pelos secretários municipais, chefes de autarquia e órgãos da administração indireta, já definiu o projeto que deve ser enviado à Câmara nos próximos dias. Se não houver acordo, vamos à Justiça, porque do jeito que está não pode continuar, ameaçou Leônidas, que defende dois turnos de sete horas cada um.
Quando vereador, Leônidas votou a favor da redução da jornada de trabalho. Foi um plano enganoso, mas sempre é hora de rever. Leônidas sustenta que a prefeitura precisa cortar pessoal, terceirizar serviços e a frota municipal. É a tendência da administração pública moderna.


