O prefeito Antonio Belinati (sem partido) defendeu ontem, durante a reunião de prefeitos, um socorro financeiro de R$ 500 mil para cada uma das 399 prefeituras do Paraná ‘‘independente do tamanho’’. A doação seria feita pelo governo do Estado com verba de parte dos recursos da privatização da Copel que, segundo Belinati, devem chegar a R$ 4,1 bilhões. ‘‘A crise nas prefeituras não é novidade. Por isso é preciso levar uma proposta concreta ao governo’’.
Segundo ele, o governo gastaria R$ 199,5 mil com as prefeituras e estaria fazendo um ‘‘bom negócio’’. ‘‘A falência dos municípios faz cair a imagem do governo do Estado, que precisa se empenhar para recuperá-la. Não é possível falar do Paraná como um Estado de grandes investimentos sem dar apoio às prefeituras’’, argumentou. Hoje, 168 das 399 prefeituras estão fechadas. Belinati disse que o governo poderia fazer o repasse imediato caso o BNDES liberasse R$ 1,2 bilhão como antecipação referente à venda das ações da Copel.
Ele cobrou ainda o repasse de convênios entre Estado e prefeituras. ‘‘Foi um festival de convênios com banda de música no período pré-eleitoral e o dinheiro não está sendo repassado’’, criticou. Belinati disse que o não cumprimento de convênios é ‘‘tachinha de ponta muito fina no calcanhar do governador’’. ‘‘Como vai terminar o mandato se não honrar os convênios? As prefeituras entram em desgraça e o governo também’’.
Belinati elogiou a iniciativa de Emília de convocar a reunião com os prefeitos para discutir a crise nos municípios. ‘‘Esperamos que esse debate se incorpore aos deputados estaduais, federais, senadores e o governo do Estado. Ele (o governo) está defendendo o diálogo entre o presidente e os governadores de oposição e nós pegamos uma carona para defender os municípios. O diálogo deve começar em casa, no foro doméstico’’.
Apesar da família Belinati negar o cunho eleitoral do encontro com os prefeitos, não só eles, mas suas respectivas mulheres foram convidados para um almoço na chácara da família, após a reunião. O deputado estadual eleito Antônio Carlos Belinati (PSB) também apareceu no final do encontro. ‘‘Estamos cuidando do agora. Não adianta fazer projeto daqui a quatro anos porque se continuar nessa situação de crise, a maioria dos prefeitos sairá derrotada das urnas’’, disse Belinati. (P.Z)

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