Belinati ordena contenção de gastos
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domingo, 05 de janeiro de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
O prefeito Antonio Belinati (PDT) reuniu ontem seu secretariado para anunciar o fim das horas-extras na prefeitura, a suspensão de qualquer contratação e a execução da dívida ativa. A reunião foi realizada de manhã, no gabinete de Belinati, com a participação dos 19 secretários. Ele pediu prioridade do secretariado na contenção de gastos. Vamos dar mais uma apertada no cerco porque a coisa tá feia, argumentou Belinati. Cada secretaria terá uma cota para gastar e as obras só serão aprovadas após a origem de recursos.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Gláudio Renato de Lima, também participou da reunião e acertou com o secretário da Fazenda, Luiz César Guedes, o repasse terça-feira de parte do 13º atrasado do funcionalismo. Os servidores da Câmara também receberão parte do salário atrasado de dezembro na terça, ao invés de segunda, por problema de caixa.
Para reestruturar a máquina administrativa, a prefeitura contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Conbábeis, Atuariais e Financeiras, da USP (Universidade de São Paulo). Os auditores começaram a trabalhar anteontem e devem apresentar o primeiro relatório em 15 dias. Ontem, Belinati já tinha o relatório dos gastos da prefeitura com publicidade, mas não quis divulgá-los. A idéia é fazer uma divulgação única, despistou. Segundo ele, a auditoria apontará caminhos para a modernização da máquina e redução de despesas. O trabalho terá um custo de R$ 230 mil. Apesar da crise - as dívidas da prefeitura somam R$ 45 milhões - Belinati disse que o gasto com a auditoria é fundamental para tornar a máquina produtiva. Hoje ela está emperrada, argumentou.
Ele apelou para os inadimplentes saldarem seus débitos com o município. Até amanhã, quem pagar impostos de 96 em atraso vai deixar de recolher a variação da Ufir, de 9,92%. Já na terça-feira, o inadimplente corre o risco de ser executado judicialmente. E vamos começar pelos graúdos, anunciou. Esta semana, a prefeitura também vai travar outra batalha, desta vez com a Caixa Econômica Federal (CEF), para evitar o bloqueio do Fundo de Participação do Município (FPM). A Cohab deixou de recolher as parcelas de novembro e dezembro da dívida renegociada com a CEF. O presidente da Cohab, José Caetano Perri, explicou que o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida assinou documento como fiador da dívida, prevendo bloqueio do FPM caso o débito deixasse de ser pago.


