Belinati minimiza queda na pesquisa
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quinta-feira, 02 de setembro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O candidato a prefeito de Londrina pelo PSL, Antonio Belinati, disse ontem que prefere considerar os números da pesquisa espontânea feita pelo Instituto Experience e divulgada ontem pela Folha de Londrina/Rádio CBN/TV Tarobá em que manteve o percentual da última sondagem, 28,7% das intenções de voto. Na simulação estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Belinati caiu 6,3% na preferência do eleitorado, em relação à pesquisa divulvada dia 19, mantendo a liderança com 32%.
''Como candidato estamos sempre de olho na pesquisa espontânea porque no dia da eleição o eleitor não terá na cabine de votação os nomes dos candidatos. Vamos continuar na mesma sequência de reuniões trabalhando na conquista principalmente de eleitores indecisos'', disse o ex-prefeito.
O candidato à reeleição Nedson Micheleti (PT) atribuiu os 4,5% a mais do que na última pesquisa, ficando com 21% da preferência do eleitorado, ao programa eleitoral no rádio e televisão. ''Estou contente com este resultado. O nosso programa eleitoral está mostrando o que realizei e os projetos para o próximo mandato e isso está sendo bem aceito'', analisou.
Mesmo tendo passado da quinta posição para a terceira, Luiz Carlos Hauly (PSDB), que tem 7,7%, disse ter números melhores em pesquisas internas. ''Nossas pesquisas internas apontam que temos o dobro de intenção de voto. Esses números representam o início do horário eleitoral. Eu tenho certeza absoluta que vou para o segundo turno com base no crescimento que estamos tendo e as nossas propostas'', afirmou, se negando a dizer com qual adversário gostaria de disputar o segundo turno. ''Pode ser qualquer um deles.''
Barbosa Neto (PDT), que passou de 4,5% para 6,5%, contestou os números da pesquisa. ''Já instauramos na Assembléia Legislativa uma Comissão Especial de Inquérito para apurar eventuais irregularidades nas pesquisas publicadas em todo Paraná. Essa pesquisa está sendo desmoralizada, maior absurdo'', criticou.
Elza Correia (PMDB) que registrou queda de 9,5% para 6,2%, aposta no número de indecisos, 17,2%, e na baixa rejeição, 12,2% para continuar na disputa. ''Não vou dizer que gostei do resultado, gostaria de ter mantido a minha posição, mas está tudo muito indefinido. Continuamos o nosso trabalho no ritmo normal. Uma coisa é certa, sou a candidata que tem menor rejeição e o campo grande de indecisos motiva o grupo'', disse a candidata, que não atribui a queda na pesquisa à falhas na campanha. ''Não dá para avaliar como falha. Temos um roteiro que estamos avaliando todos os dias.''
''Obviamente estamos satisfeitos porque estamos com quase o dobro da anterior. Isso nos estimula a trabalhar cada vez mais. Se bem que a grande pesquisa vai ser no dia 3 de outubro'', disse candidato do PTB, Alex Canziani, que passou de 2,3% para 4,3%.
Félix Ribeiro (PMN), que tinha 0,2% das intenções de voto e não pontuou nesta última sondagem, contestou a pesquisa. ''A gente tem pesquisas em que os números são completamente diferentes. Preferimos acreditar na pesquisa 'Datarua', em que nós sentimos o efeito da aceitação nas ruas.''
Naudemar Nascimento (PV), que teve 0,2% na simulação, espera avançar na preferência do eleitorado. ''Não conseguimos explorar todo o horário eleitoral que temos por falta de recursos'', justificou.


