Belinati ingressa com recurso contra ação civl do MP
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
O ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (sem partido), protocolou anteontem um agravo de instrumento no TJ contra a ação civil por ato de improbidade impetrada pelo MP em dezembro de 2000. Na ação civil, Belinati e outros 14 réus, entre eles o deputado federal Alex Canziani (PSDB), são acusados de desviar R$ 78,8 mil da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU) através de uma licitação fria de R$ 148,9 mil. Também foram denunciados o irmão do deputado, Ivan Canziani e a empresa AGE.
Segundo o MP, a AGE venceu a licitação para elaboração dos estudos de engenharia e serviços de assessoria técnica para implantação de linhas seletivas de transporte coletivo. O serviço nunca foi realizado.
O cheque, referente à primeira parcela, foi depositado na conta pessoal de um dos sócios da empresa, Carlos Lucidário Trindade, e transferido para a conta de Arion Cruz Santos, que seria dono da AGE. De acordo com o MP, Arion entregou um cheque para o ex-diretor da Comurb, Eduardo Alonso, que o repassou para Ivan Canziani. O cheque teria sido utilizado para pagar despesas da campanha conjunta de Alex e do deputado estadual Antônio Carlos Salles Belinati (sem partido), filho do prefeito cassado.
A ação resulta da medida cautelar proposta pelo MP em maio de 2000. No dia 20 de dezembro, o juiz da 6ª Vara Cível, Celso Saito, determinou a indisponibilidade dos bens de todos os réus. O recurso foi distribuído para o relator da 2ª Câmara Cível, Ângelo Zattar, que alegou que devido à vinculação à medida cautelar, a ação deveria ser encaminhada por prevenção ao desembargador Pacheco Rocha. O advogado de Belinati, Antonio Carlos Vianna, não retornou as ligações da Folha.


