Imagem ilustrativa da imagem Belinati fala pela primeira vez sobre aumento do IPTU
| Foto: Marcos Zanutto



Cerca de 50 pessoas protestaram contra o aumento do IPTU com palavras de ordens e faixas em frente ao prédio da Prefeitura de Londrina na tarde desta segunda-feira (15).

Os manifestantes chegaram a abordar os vereadores Felipe Prochet (PSD) e Filipe Barros (PRB), que votaram contra a elevação do tributo, na entrada da sede do Executivo. Os parlamentares favoráveis ao aumento não compareceram ao Gabinete do prefeito Marcelo Belinati para o anúncio da construção de uma unidade de uma multinacional indiana em Londrina.



Pela primeira vez desde a chegada dos carnês do IPTU-2018, Belinati falou sobre a polêmica e disse aos jornalistas que "eventuais distorções" serão corrigidas e que Secretaria de Fazenda está a disposição dos contribuintes para tirar as dúvidas sobre os valores e a taxa de lixo. "Nós reforçamos a equipe da prefeitura para atender a população da melhor maneira", repetiu.

Questionado sobre os protestos realizados nesta segunda-feira e no último sábado (13), o prefeito respondeu apenas que a manifestação é um "direito" da população.

OAB SE MANIFESTA

A Subseção de Londrina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se manifestou contra o aumento do IPTU em Londrina. De acordo com a nota enviada à imprensa pela entidade, a medida não "levou em consideração a capacidade contributiva dos munícipes, mas tão somente a necessidade de caixa da municipalidade para fazer frente ao desarranjo fiscal que é de conhecimento de todos."

Além disso, a OAB afirma que "a administração pública, na sua ânsia arrecadadora, ignorou a gravíssima situação econômica do país que retirou da maioria dos brasileiros, a capacidade de suportar gastos extras de qualquer natureza."

A Subseção local da OAB, baseada em pareceres de tributaristas, declarou que a discussão sobre a legalidade ou mesmo constitucionalidade do aumento deverá ser avaliado caso a caso.

"A orientação que cabe à instituição repassar aos cidadãos londrinenses, neste momento, é no sentido de consultarem o advogado de sua estrita confiança sobre a conveniência ou não de discutir o aumento em Juízo, bem assim as medidas legais acautelatórias dos efeitos da mora no pagamento, para que não venham sofrer eventuais prejuízos no futuro", orienta.

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