O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati, que teve o registro da candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dois dias depois de vencer a disputa pela prefeitura em 2008, segue fora da lista das ações de ressarcimento da Advocacia Geral da União (AGU). No ano seguinte foi realizada a eleição suplementar com um custo total de R$ 246.405,17, vencida pelo ex-prefeito Barbosa Neto (PDT).
Questionada pela reportagem sobre a situação de Belinati, a AGU afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que "nas hipóteses em que houve a necessidade da realização de uma eleição suplementar, após o trânsito em julgado da decisão, o TSE monta um processo com os subsídios para atuação da AGU", mas, no caso de Belinati, afirma o órgão "que ainda não recebeu do TSE o processo referente à realização de eleição suplementar no Município de Londrina em 2009".
Segundo a AGU, em todo País estão sendo analisados 116 casos para possíveis ajuizamentos de ações de ressarcimento por causa de eleições suplementares, a partir dos dados recebidos da Justiça Eleitoral. Procurado, o TSE informou que os dados sobre o político e o pleito suplementar "são repassados pelo TRE (…), ou seja, se o TSE não enviou nada para a AGU é porque os dados ainda estão no TRE". Por sua vez, o tribunal paranaense alegou, via assessoria de imprensa, que todas as informações sobre a eleição estão disponíveis aos órgãos competentes, inclusive ao TSE, e que "dados complementares devem ser solicitados".
Belinati teve o registro indeferido pela Justiça Eleitoral por causa da reprovação, pelo Tribunal de Contas do Estado, de um convênio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) com o município de Londrina, durante a gestão do pepista entre 1997 e 2000. Com a derrota do seu recurso no TSE, Belinati ainda recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o processo foi arquivado no final de 2012. (E.F.)

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