Belinati escapa de prestar depoimento em inquérito
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O delegado operacional Márcio Vinícius Amaro, da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, decidiu não ouvir o prefeito cassado Antonio Belinati (PFL) no inquérito que investiga eventual crime contra a honra praticado por Belinati contra membros do Legislativo. Ontem de manhã ele encerrou a fase de depoimentos no inquérito ouvindo os vereadores Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Carlos Kita (PSDB). O delegado iria relatar o processo ainda ontem e enviá-lo hoje para o Ministério Público (MP).
Após o depoimento dos vereadores, Amaro declarou que não encontrou indícios que caracterizassem crime contra a honra. Por isso, decidiu não convocar Belinati nem requisitar um mandado de busca e apreensão na residência ou chácara do prefeito cassado como queriam os vereadores. Não vislumbramos a prática de ilícito penal. Entendemos que os vereadores procuraram o caminho errado. O caminho certo seria uma notificação judicial, baseada na Lei de Imprensa, para que Belinati se explicasse.
Mas o delegado garantiu que, se o MP devolver o processo sugerindo que Belinati seja ouvido, ou que seja feita uma busca na casa do prefeito cassado, irá cumprir a determinação.
O inquérito policial foi aberto a pedido do promotor criminal Janderson Iassaka, que recebeu reclamação do vereador Salvador Francisco (PSB), presidente da Comissão Processante (CP) que apurava irregularidades na venda de 45% de ações da Sercomtel S/A para a Copel, em maio de 98. A CP foi arquivada no dia 26 de agosto, logo após Belinati ter sugerido que tinha provas contra a conduta de 18 dos 21 vereadores citando nominalmente Salvador.
Após o arquivamento da comissão, Belinati recuou e disse que só falaria sobre as supostas denúncias contra vereadores em momento oportuno. Além de Salvador, Tamarozzi e Kita também pediram providências ao MP e por isso foram convocados a depor no inquérito.
A decisão do delegado frustrou os vereadores. Se ele (Belinati) tem provas, deveria mostrar, disse Kita, que votou pelo arquivamento da CP.


