O prefeito de Londrina, Antonio Belinati (sem partido), disse ontem que a partir de agora a vice-governadora Emília Belinati assumirá uma posição de ‘‘neutralidade’’ em relação à equipe do governo do Estado, o que pode ser traduzido como atitude contrária às decisões do governador Jaime Lerner em determinadas situações. ‘‘A Emília é a vice-governadora do Paraná e não de fulano ou de beltrano. Vice não é vice do titular, mas do Estado’’, afirmou Belinati, ao justificar a postura assumida pelo casal frente à indicação do novo secretariado. Os dois se sentiram excluídos do processo de escolha dos nomes.
Belinati acompanhou a posse do governador e da vice sentado na primeira fila de cadeiras do plenário da Assembléia Legislativa. Tanto ele quanto a mulher mantiveram uma seriedade durante toda a solenidade, deixando transparecer o descontentamento com a situação. ‘‘Formaram um grupo privê para organizar o novo governo’’, reclamou o prefeito, novamente. Ele disse ainda que regiões importantes do Estado foram ‘‘marginalizadas’’ durante a composição do secretariado, razão pela qual a vice teria se insurgido.
Para o prefeito, assistir à solenidade de posse dos novos secretários seria uma incoerência. ‘‘Não teria cabimento participar de um coquetel, no Palácio, para festejar um governo que não é aquele que o Lerner se comprometeu com a Emília e com o Paranᒒ, afirmou. Alguns secretários reclamaram da ausência da vice-governadora na cerimônia, entre eles o da Fazenda, Giovani Gionédis. ‘‘Eu avalio com tristeza. A vice governadora sempre teve o nosso apreço. Eu acho que os secretários que colaboraram com ela não mereciam uma atitude desta, mas, às vezes, as posições políticas fogem do bom senso, afirmou Gionédis.

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